Fotógrafo paulistano lança livro 'Rio', com fotos da Cidade Maravilhosa

Noite de autógrafos será depois de amanhã, terça-feira, às 19h

Por O Dia

A capa do livro ‘Rio’%2C do fotógrafo Roberto RosaDivulgação

Rio - É um baita desafio fotografar o Rio de Janeiro e ainda conseguir ângulos originais dessa cidade, já tão bem fotografada e registrada através dos tempos. “Tentei encontrar caminhos para sair daquele óbvio do cartão-postal”, justifica o fotógrafo Roberto Rosa, autor do livro ‘Rio’ (Versal Editores, 144 págs., R$ 75), com 111 imagens da Cidade Maravilhosa. “Fotografei o Rio por nove meses. Tinha um arquivo de mais de dez mil fotos para selecionar o conteúdo, era uma tristeza cada foto que não entrava. Tive que delegar a missão da escolha ao fotógrafo e antropólogo Milton Guran, que é doutor em Antropologia pela École des Hautes Études em Sciences Sociales (França) e mestre em Comunicação Social pela UNB (Universidade de Brasília). Ele é um cara muito importante na fotografia brasileira e foi o curador do projeto.”

A noite de autógrafos será depois de amanhã, terça-feira, às 19h, na livraria Argumento (Rua Dias Ferreira 417, Leblon), com um coquetel regado a mate e biscoito Globo, decoração de cangas e bossa nova no som ambiente. Tudo isso para um livro sobre o Rio lançado por... um paulistano! “Escolhi o Rio para morar há 37 anos porque sempre existiu uma paixão. Mesmo quando vivia em São Paulo, eu tinha parentes aqui e já ficava muito feliz quando vinha para cá, uma cidade que todo dia me dava muito prazer visual”, derrete-se Rosa.

Ele já realizou exposições sobre Veneza, Roma e Paris, “mas o Rio é imbatível”, avalia. “É, disparado, a cidade mais bonita do mundo em termos de belezas naturais.”

E, para capturar o melhor ângulo da cidade, valeu até correr risco de vida. “Eu queria fotografar a orla de Copacabana e ficar num ângulo próximo de 90 graus, bem na vertical, e, para isso, eu subi de helicóptero e pedi ao piloto que virasse de lado. Voamos sempre sem porta, eu ficava preso apenas pelo cinto de segurança. Quando estávamos tentando o ângulo que eu queria, com as sombras das pessoas bem na vertical, dando a impressão que elas escorrem pela foto, bateu um vento que fez o bicho dar uma balançada e uma queda de alguns metros. Eu achei: ‘Agora eu vou!’ Sabe como?”, relata, aliviado.