Gilber T ganha biografia que revive pop carioca dos anos 90

‘Brodagens: Gilber T e as Histórias do Rap e do Rock Carioca’, do jornalista e escritor Pedro de Luna, mergulha na história do músico gonçalense Gilber Chavão

Por O Dia

Livro sobre Gilber TDivulgação

Rio - O rock e o rap nacionais sob outra ótica. ‘Brodagens: Gilber T e as Histórias do Rap e do Rock Carioca’ (Ed. Ilustre, 200 págs, R$ 60) , do jornalista e escritor Pedro de Luna, mergulha na história do músico gonçalense Gilber Chavão, o Gilber T, 45 anos, para revisitar a cena pop dos anos 90, de grupos como Planet Hemp, O Rappa e Farofa Carioca. “Sou fã do Gilber e sempre fiquei chateado com o fato de ele não ter feito sucesso. A ex-banda dele (Tornado, que unia rock, rap e funk) abriu shows do Planet Hemp. Todo mundo da cena dele conseguiu contrato com gravadora, menos eles. Algumas pessoas que não o contrataram fizeram um mea culpa para o livro”, conta Pedro.

O livro chega ao público junto com o lançamento do terceiro disco de Gilber, ‘Contradições’, sexta no República Pub em São Gonçalo, e sábado na Audio Rebel. Gilber diz que no começo achou estranho ser personagem de uma biografia. “Tinha várias coisas da minha vida que eu nem falava para ninguém porque ficava com medo de acharem que era mentira, mas com os depoimentos dos entrevistados está tudo confirmado”, brinca Gilber, que frequentava o mesmo estúdio Totem, em Santa Teresa, usado por Planet Hemp e O Rappa. E formou aliança com o rapper Speed, morto em 2010, e que fez parcerias com o Planet.“Gilber é um cara negro, de origem humilde, e muito talentoso, como Criolo e Seu Jorge. E que teve muitas perdas na vida, como a morte do pai e de Speed pouco depois de sair seu primeiro solo, que se chamava ‘Eu Não Vou Morrer Hoje’ (2010)”, conta Pedro.

Enquanto Gilber se prepara para lançar o disco, Pedro cuida da pré-venda do livro (que sai por sua própria editora e só será vendido nos shows do cantor e demais eventos ligados ao livro) e se prepara para outros projetos. “Vou escrever um livro sobre os dez anos da Audio Rebel. Já tenho um HD com fotos e cartazes. A ideia é que os frequentadores contem suas histórias da casa”, explica.

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