Oposição promete parar os EUA contra muro de Donald Trump

Democratas se articulam para obstruir votação do Orçamento no Congresso a fim de não liberar verba para obra faraônica. Governo pode ter de suspender trabalhos

Por O Dia

Washington - O muro que Donald Trump quer erguer na fronteira com o México agora pode paralisar o próprio país. O Congresso americano precisa aprovar o Orçamento federal antes de sexta-feira, mas a oposição democrata promete obstruir a votação se a polêmica obra estiver incluída na previsão geral de gastos.

Se o impasse persistir, o governo federal terá de fechar as portas temporariamente. Mais uma má notícia para o presidente, cujos números não vão bem: pesquisa do ‘Wall Street Journal’ com a rede NBC aponta que 54% dos americanos não aprovam sua gestão, contra apenas 40% de satisfeitos.

Trump tem até sexta-feira para negociar o Orçamento no Congresso%2C ou pode ter de enfrentar 'shutdown'Efe

Barack Obama teve que lidar com um ‘shutdown — quando o governo fica legalmente impedido de funcionar por não dispor de um orçamento para financiar suas operações. Isso aconteceu em 2013, no segundo mandato, quando centenas de milhares de funcionários públicos tiveram que ficar em casa porque seus locais de trabalho estavam fechados. Naquela ocasião foi o Partido Republicano (agora no poder) que bloqueou a aprovação do orçamento.

Trump, empenhado em cumprir a mais polêmica promessa de campanha, insiste em incluir em seu projeto de orçamento de construção do muro, obra descomunal cujo custo final poderia superar os US$ 15 bilhões. Em seu primeiro projeto, a Casa Branca separou a quantia de US$ 1,4 bilhão para iniciar o longo processo.

No entanto, a oposição democrata, mesmo em minoria, decidiu que bloqueará a aprovação do orçamento.

O índice de aprovação que Trump tem agora é o mais baixo se comparado aos últimos 11 presidentes em pesquisas realizadas em datas parecidas, nos inícios dos mandatos. Além de Trump, só um deles teve menos de 50% de aprovação: Gerald Ford, que assumiu o cargo após a renúncia de Richard Nixon, em 1974.

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