Alunos de outros cursos também podem ser obrigados a fazer estágio no SUS

Segundo MEC, há estudo em andamento que pode viabilizar o projeto

Por O Dia

Brasília - Alunos de todos os cursos na área de Saúde também poderão ser obrigados a atender pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), após a graduação, durante dois anos. Segundo Paulo Speller, secretário de Ensino Superior do MEC, há um estado em andamento para que outros estudantes passem pelo mesmo processo proposto para estudantes de Medicina a partir de 2015.

"Já estávamos trabalhando nisso anteriormente ao lançamento deste programa. É uma preocupação nas universidades e no Ministério da Educação", ressaltou Speller nesta terça-feira.

O MEC anunciou a abertura de mais 11.500 vagas para cursos de Medicina em todo país. A medida faz parte do programa ‘Mais Médicos’, anunciado pela presidenta Dilma Rousseff nesta segunda. De acordo com Paulo Speller, 396 vagas serão destinadas ao Rio de Janeiro, sendo apenas seis para universidades federais.

Atualmente, o Rio conta com 2.422 vagas em cursos de Medicina, entre particulares e públicas. As novas oportunidades estarão presentes nos vestibulares entre 2013 e 2017.

Ministro evita polemizar com Conselho de Medicina

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, evitou polemizar com o Conselho Federal de Medicina, que se mostrou contra o trabalho de estudantes no SUS. A partir de 2015, alunos de Medicina de faculdades públicas e privadas terão que atender durante dois anos pacientes nos serviços de urgência e emergência de hospitais públicos e postos de saúde para obter o diploma.

Ministro Alexandre Padilha anunciou novidades durante coletiva em BrasíliaElza Fiúza / ABr


"Faltam médicos no Brasil. Não tem nada a ver com serviço obrigatório. Durante dois anos, vamos colocar esse profissional, sob supervisão, para que ele possa ser melhor formado", afirmou.

A medida anunciada pela presidenta prevê ainda a contratação até setembro de 10 mil médicos brasileiros e estrangeiros para atuar no interior do país e periferias das grandes cidades. Eles receberão R$ 10 mil e terão direito a moradia, alimentação e transporte.

Quem for trabalhar na Amazônia receberá R$ 30 mil de ajuda de custo; R$ 20 mil para o Nordeste, Centro-Oeste (com exceção do Distrito Federal) e Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais; e de R$ 10 mil nas capitais, Regiões Metropolitanas e DF.

"O debate tem que ocorrer de forma respeitosa e com diálogo. Esse programa não vai tirar o emprego de médico brasileiro. Esse debate tem que estar acima de tudo", frisou Padilha.

Pelo menos oito municípios fluminenses estão na lista de prioridades do governo para receber os novos médicos estrangeiros. São eles: Duque de Caxias, Guapimirim, Japeri, Magé, Paracambi, Queimados, Seropédica e a capital (áreas carentes). No país, há 1.290 municípios com carência de profissionais. Qualquer cidade que possua, no mínimo, um posto de saúde em áreas carentes poderá se inscrever.

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