Ação preferencial da Petrobras cai 4% e fica abaixo de R$5

A equipe de analistas do UBS destacou em relatório na semana passada que o plano de desinvestimento ainda pode ajudar a criar valor para a companhia

Por O Dia

São Paulo - As ações preferenciais da Petrobras eram negociadas abaixo de 5 reais nesta segunda-feira pela primeira vez desde julho de 2003, com queda de mais de 4 por cento na esteira do declínio do petróleo e preocupações com o nível de dívida e o andamento do plano de desinvetimentos da companhia. No exterior, os preços do petróleo renovaram mínimas desde 2003, com o mercado preparando-se para receber exportações adicionais do Irã depois que as sanções internacionais ao país foram retiradas no fim de semana.

As ações preferencias não atingem essa marca desde 2003, com mais esse revés a petroleira espera ajuda do governoReuters

No que diz respeito à companhia, uma das principais preocupações de investidores é a eventual necessidade de ajuda do Tesouro Nacional ou nova capitalização via emissões de ações, dado o elevado nível de endividamento da petroleira e dificuldades para implementar seu plano de desinvestimentos. Na última sexta-feira, executivos da estatal afirmaram que uma ajuda do governo não está no radar e que seria a última opção.

A equipe de analistas do UBS destacou em relatório na semana passada que o plano de desinvestimento ainda pode ajudar a criar valor para a companhia, mas ponderou que os desafios crescem e que eles ainda vêem riscos elevados de uma oferta de ações, "embora provavelmente não este ano".

Às 13:29, a ação preferencial da Petrobras perdia 4,06 por cento, a 4,96 reais. Na mínima até esse horário, o papel chegou a ser negociado a 4,93 reais. A ação ordinária da petroleira recuava 3,58 por cento, a 6,47 reais, tocando mínimas desde agosto de 2003. O Ibovespa cedia quase 1 por cento. No ano, ambas as ações da Petrobras acumulam queda ao redor de 25 por cento.

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