Ex-OGX luta para se livrar do estigma de Eike Batista

Óleo e Gás Participações ganha nova sigla, troca número de telefone e de endereço. Empresa divulga logomarca, que agora usa as cores azul e preta

Por O Dia

Rio - Para se livrar do estigma das empresas do Grupo EBX, de Eike Batista, a Óleo e Gás Participações, ex-OGX, adotou uma nova sigla: a OGPar. Ontem, a companhia divulgou a logomarca que usará, agora nas cores preta e azul. Segundo a petroleira, o nome escolhido não pegou no mercado por continuar sendo chamada de OGX, o que a ligava diretamente ao ex-bilionário, antigo controlador do grupo X.

Depois de mudar de nome, a ex-OGX, presidida por Paulo Narcélio desde outubro de 2013, trocou o número do telefone e de endereço. A petroleira deixou o edifício Serrador, e, desde o início da semana, os funcionários ocupam três andares de um prédio na Rua do Passeio, 56, ambos na Cinelândia, no Centro do Rio.

Funcionários da OGPar ocupam três andares do prédio na Rua do Passeio 56 desde o início da semana José Pedro Monteiro / Agência O Dia

Eike Batista desde o ano passado teve a sua imagem de grande empreendedor abalada por uma séria crise de confiança. Ele vem se desfazendo de ativos e mudando o nome das empresas para tentar acalmar o mercado e atrair novos investimentos.

OUTRAS MUDANÇAS

No final de 2013, duas empresas do grupo — LLX e MPX — mudaram de nome e, no início deste mês, o braço imobiliário do EBX, a REX, vendeu o tradicional Hotel Glória, na Zona Sul do Rio, para o fundo suíço Acron, por valor não divulgado.

Outro ativo do grupo que está em vias de negociação é o edifício Hilton Santos, conhecido como Morro da Viúva, no Flamengo. O projeto hoteleiro pode ser comprado pelo grupo francês Natekko.

O negócio terá que ser aprovado pela diretoria do Clube de Regatas do Flamengo, que concedeu o prédio para exploração por 25 anos renováveis e recebeu a título de arrendamento R$ 18 milhões da REX.

Por enquanto estão fora das mudanças de nome a OSX, que atua na indústria naval e no offshore; a mineradora MMX e a CCX, empresa de mineração de carvão do grupo.

Reportagem: Martha Imenes

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