Ministério Público acompanha investigação sobre atos de vandalismo no Centro

Promotora orienta as pessoas que possam identificar os envolvidos nos atos de vandalismo a entrarem em contato com a Ouvidoria do Ministério Público do Rio

Por O Dia

Rio - A promotora Patrícia Mothé Glioche, da 1ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal da 1ª Central de Inquéritos da Capital, está acompanhando as investigações da Polícia Civil sobre os fatos ocorridos durante a manifestação de segunda-feiral, no Centro do Rio. Segundo Glioche, estão sendo investigados os crimes de agressão a policiais, depredação de patrimônio público e saques a estabelecimentos comerciais.

A promotora orienta as pessoas que possam identificar os envolvidos nos atos de vandalismo a entrarem em contato com a Ouvidoria do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, pelo telefone 127 ou pelo site na Internet. O objetivo é reunir informações que possam complementar a investigação policial ou até mesmo subsidiar a instauração de uma investigação própria do Minitério Público.

A 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa da Cidadania recebeu, nesta terça-feira, manifesto do promotor de Justiça Rogério Pacheco, em que ele solicita que se apure se houve emprego excessivo de força policial militar contra manifestantes que se reuniram nas imediações do Estádio do Maracanã, no último domingo.

Na segunda-feira, o promotor de Justiça Paulo Roberto Mello Cunha Júnior, da Promotoria de Justiça Junto à Auditoria Militar, se reuniu com o subcomandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, major Adriano Rodrigues. O promotor sugeriu ao major filmar as manifestações. As imagens deverão ser encaminhadas ao Ministério Público do Rio para instruir um procedimento preparatório que será instaurado nos próximos dias.

Manifestantes tentam invadir a Alerj e polícia reage com bombas

A manifestação contra o aumento da passagem de ônibus, entre outras demandas sociais, acabou em corre-corre e confusão. Um grupo de manifestantes tentou entrar na Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) e a Polícia Militar reagiu com bombas de gás e efeito moral, na noite de segunda-feira.

Um carro chegou a ser virado e incendiado. A confusão começou no momento em que um manifestante tentou abrir um carro da polícia. PMs do Serviço Reservado (P2) prenderam o rapaz.

Quando a maior parte de pessoas presentes ao protesto já havia ido embora, um pequeno grupo persistiu no local e reuniu correntes e pedras para tentar invadir a Alerj uma segunda vez. Alguns jogaram coquetéis molotov na entrada do local e policiais responderam com bombas de gás.

Os participantes acenderam uma fogueira em frente ao local e depredaram dois restaurantes próximos. Eles ainda discutiram entre si, quando um grupo queria derrubar uma banca e outro impediu, afirmando que o dono seria trabalhador. Uma cabine da PM foi lançada na fogueira e parte do grupo arrombou um caixa eletrônico.

Manifestantes invadiram uma agência bancária na Rua da Assembleia e pegaram móveis e computadores para aumentar o fogo. Anteriormente, eles chegaram a jogar pedras na janela da Alerj. Parte deles depredou carros, queimou montes de lixo e entrou em confronto com os PMs. Um segurança da Casa informou que há funcionários e policiais feridos no local e que o socorro não consegue chegar na Alerj por conta da ocupação das vias.

Em nota, a PM informou que cinco policiais militares do 5º BPM (Prala da Harmonia) foram feridos. Manifestantes também alegam que há feridos do lado de fora do prédio. O soldado Martins, que faz a segurança na porta da Alerj, pediu que os participantes não invadissem o local.

"Trabalho no Alemão e nunca vi uma situação tão tensa. Queria pedir pra ninguém entrar aqui. Estou do lado de vocês, mas alguns passaram do limite. Nunca vi nada igual", contou o PM.

Após confusão em protesto no Rio, feridos seguem internados

Quatro pessoas permanecem internadas após confusão durante a manifestação contra o aumento da passagem de ônibus no Rio de Janeiro, na noite de segunda-feira. As vítimas foram socorridas e levadas para o Hospital Municipal Souza Aguiar e o Hospital Federal do Andaraí.

José Mauro Valente, que levou um tiro no tórax, está passando por cirurgia e seu quadro de saúde é estável. Leandro Zalombinho, que foi atingido na coxa esquerda por uma bala de borracha e Gleison Silva de Oliveira, que caiu da escada durante o tumulto e sofreu fratura na perna direita, também apresentam quadro estável. A quarta vítima, Bruno Alves de Souza, foi atingido por uma bala no ombro e está em observação no Hospital do Andaraí.

Segundo a Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro, os 20 PMs feridos foram socorridos no local e alguns foram levados para hospitais da cidade. Um deles teve o braço quebrado após ser espancado por um grupo de manifestantes e outro foi ferido na cabeça. A secretaria ainda não informou o estado de saúde dos policiais.

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