Engenheiro baleado na Maré é enterrado

Gil Barbosa levou um tiro na cabeça após entrar por engano na Vila do João

Por O Dia

Rio -  Em clima de tristeza e revolta, familiares e amigos enterraram o corpo do engenheiro Gil Augusto Barbosa, de 53 anos, no início da tarde desta terça-feira, no cemitério Campo da Paz, no Parque São Benedito, em Campos.

Gil ficou um mês internado em hospital particular na Barra da Tijuca, após ser baleado na cabeça no dia 8 de junho, quando entrou por engano na comunidade Vila do João, que faz parte do complexo da Maré, em Bonsucesso, Zona Norte do Rio.

Comoção marcou enterro de engenheiro baleado na Vila do JoãoHelen Souza / Folha da Manhã / Agência O Dia

Confissão sob suspeita

Acompanhados de um advogado e "munidos" das armas do crime (uma pistola calibre 9mm e outra .40), dois suspeitos de atirar no engenheiro se entregaram à polícia no dia seguinte ao crime. No entanto, apesar da confissão, os familiares do suspeito Jhony Barbosa, de 25 anos, acreditavam que ele estaria assumindo o crime a pedido de traficantes.

Jhony e um rapaz que se disse menor de idade, se apresentaram no 22º BPM (Maré) e prestam depoimento na 21ª DP (Bonsucesso). No entanto, em depoimento à polícia, o jovem disse ter 18 anos. Ele foi identificado apenas como Maicon e afirmou ter efetuado os disparos que atingiram Gil.

Barbosa já havia sido preso em duas ocasiões diferentes por envolvimento com a venda de entorpecentes, passando um período de 3 anos atrás das grades.

De acordo com os parentes, no entanto, pensando em seus dois filhos, o suspeito estaria afastado de atividades ilícitas há 1 ano e trabalharia em um depósito de bebidas na Maré. A confissão teria ocorrido por ordem de traficantes poderosos na região do crime.


Últimas de Rio De Janeiro