Candidata do PSTU ao governo do estado defende o fim imediato das UPPs

Dayse Oliveira é contra a ‘criminalização’ das manifestações públicas

Por felipe.martins , felipe.martins

Rio - Única mulher na disputa ao Palácio Guanabara este ano, a professora de História Dayse Oliveira, 48 anos, defenderá o fim imediato das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) nas favelas do Rio. De acordo com a candidata do PSTU — o do slogan ‘Contra Burguês, vote 16’ —, a política de segurança implantada pelo governo do estado, capitaneado pelo PMDB, além de não acabar com as drogas nas comunidades, só traz insegurança para os moradores, provocando, inclusive, a morte de pobres e negros.

Segundo Dayse, as candidaturas de Luiz Fernando Pezão (PMDB), Anthony Garotinho (PR) e Lindberg Farias (PT) representam os interesses dos grandes empresários, banqueiros e latifundiários. Se eleita, ela afirma que fará uma auditoria nas contas públicas para acabar com a “farra dos juros pagos aos banqueiros”. “Há dinheiro para ter uma melhor política salarial para o trabalhador e promover as mudanças sugeridas pelos movimentos sociais”, destaca.

Dayse Oliveira promete%2C se eleita%2C dar prioridade à educação e defender os interesses dos trabalhadoresDivulgação

Moradora de São Gonçalo, a candidata se dispõe a lutar contra a ‘criminalização’ do das manifestações públicas e a defender o direito de greve do servidor público, “que vem sendo desrespeitado”. “Greve não é falta. Estão criminalizando o professor, que está sendo ameaçado e não podendo retornar ao trabalho. Na cidade do Rio, teve professor que recebeu só R$ 20 no contracheque. Nas manifestações, a violência foi por conta da truculência policial, uma repressão jamais vista. O estado tem que dar o exemplo”, diz Dayse.

Servidora estadual há 28 anos, ela afirma que o trabalhador recebe muito pouco pelo seu trabalho. “Não tem educação, saneamento, saúde e nem segurança. O pobre, principalmente as crianças negras, são as que mais sofrem com a violência das forças de segurança”, aponta, defendendo a desmilitarização da Polícia Militar.

“O policial militar tem direito à sindicalização e deve acabar essa hierarquização militar. A violência só acaba com melhores salários, saúde e educação para o trabalhador e para o policial”, diz. Temas espinhosos, como aborto e violência contra a mulher, também serão apontados durante a campanha. Segundo ela, o aborto é, no país, uma realidade “praticada normalmente pelas mulheres ricas e que acaba matando a pobre”.

Uma assinatura que vale muito

Contribua para mantermos um jornalismo profissional, combatendo às fake news e trazendo informações importantes para você formar a sua opinião. Somente com a sua ajuda poderemos continuar produzindo a maior e melhor cobertura sobre tudo o que acontece no nosso Rio de Janeiro.

Assine O Dia