Resolução cria regras para comércio e transporte de água em caminhões-pipa

Vigilância Sanitária municipal determinou normas higiênico-sanitárias. Veículos deverão ser cadastrados pela Cedae

Por O Dia

Rio - Após sucessivos casos de caminhões-pipa que vendiam água não era potável, conforme O DIA Online mostrou em matéria no final de janeiro, no auge da preocupação com a seca no Rio, entrou em vigor uma resolução da Vigilância Sanitária do município do Rio que determina normas higiênico-sanitárias para o transporte e comercialização de água potável, através dos veículos. A partir de agora, todos eles terão que ser cadastrados pela Cedae e portar laudo de potabilidade da água, medidor de cloro e seguir regras de limpeza e manutenção.

Além da documentação exigida, o caminhão-pipa deve portar uma declaração de que o tanque é de uso exclusivo para o armazenamento e transporte de água potável. O tanque precisará conter a inscrição água potável, além do nome, endereço e telefone da empresa, em tamanho visível ao consumidor. Também deve ter um vão de acesso ao seu interior, onde haja espaço para uma pessoa entrar e fazer a limpeza; e ser de material resistente, anticorrosivo e não-tóxico. Não poderá apresentar ferrugens, amassados ou rachaduras e nem sujeira.

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Flagrante%3A caminhão-pipa retira água de terreno de antigo parque aquático em Vargem Grande%2C na Zona OesteLeitor WhatsApp O DIA (98762-8248)

Quanto à água, cada carro deve portar um registro de origem, destino e qualidade do produto que está transportando, com o volume e data e local da captação da mesma. Também será necessária identificação do veículo transportador. O teor de cloro residual deverá ser mantido durante todo o período de transporte e descarga, com o mínimo de 0,5mg/l.

A Vigilância Sanitária também vai ampliar o número de pontos de monitoramento da água que chega à torneira das casas. Atualmente, são 100 pontos espalhados por todas as regiões da cidade. Ainda neste semestre devem ser implantados mais 100 em áreas públicas e de grande circulação de pessoas, como escolas e unidades de saúde, que terão amostras coletadas diariamente e analisadas no Laboratório de Controle de Produtos da Vigilância Sanitária, que avalia a presença de coliformes e e.coli, bem como a turbidez da água.

Policiais apreenderam um caminhão-pipa na Cidade de Deus, em fevereiro; no local%2C além de quatro bombas%2C sete caixas de 20 mil litros cada e notas fiscaisDivulgação

O consumidor pode denunciar casos de irregularidades. Ao perceber alteração de cor, qualquer tipo de cheiro e gosto na água de caminhões-pipa ou de locais de uso coletivo, a Vigilância Sanitária pede que a denúncia seja feita na central de atendimento 1746.

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