Acusados pela morte de filho de Carlinhos de Jesus irão a júri popular

Dudu, como era conhecido o músico, foi atingido por oito tiros à queima roupa em novembro de 2011

Por O Dia

Rio -  O juiz Fábio Uchôa, do I Tribunal do Júri da Capital, determinou, nesta quinta-feira, que os réus Wellington do Carmo Ferreira, Miguel Angelo da Silva Medeiros, Marlon Soares Pinheiro, André Pedrosa dos Santos, Evandro Silva de Souza e Magno do Carmo irão a júri popular. Os seis são acusados da morte do músico Carlos Eduardo Mendes de Jesus, filho do coreógrafo Carlinhos de Jesus, em novembro de 2011, em Realengo.

Filho de Carlinhos de Jesus foi morto a tiros em novembro de 2011Reprodução

Na sentença, o magistrado nega o habeas corpus pedido pela defesa dos réus, e acrescenta que uma das testemunhas chegou a receber ameaças, o que a forçou a solicitar proteção do Estado.“Os autos trazem notícias da existência de testemunha que já foi ameaçada por um dos acusados, tendo inclusive solicitado a proteção do Estado. Sendo certo, também, que três dos réus são policiais militares, que detém conhecimentos na região em que ocorreu o crime, havendo, ainda, informações nos autos de que integram milícia na localidade, o que demonstra uma periculosidade e uma nocividade social preocupante, justificando a manutenção da prisão para a garantia da ordem pública e, principalmente, para a conveniência da instrução criminal, de forma a impedir que os réus exerçam algum tipo de retaliação sobre as testemunhas, influenciando os depoimentos a serem prestados em Plenário”.

O crime

Em novembro de 2011, o músico de 32 anos saía da Choperia Boteko Carioca, localizada na Avenida Marechal Fontenelle, em Realengo, na Zona Oeste, onde o grupo Samba Firme, do qual era integrante, se apresentava todas as sextas-feiras. Nas proximidades do estabelecimento, ele foi atingido por disparos feitos por dois homens que estavam em uma motocicleta. Os criminosos fugiram do local em seguida.

Dudu, como era conhecido o músico, foi atingido por oito tiros à queima roupa. Nenhum pertence foi levado. Ele foi levado ao Hospital Albert Schweitzer, também em Realengo, onde já chegou morto.



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