A IMUNIZAÇÃO

Por O Dia

A importância da imunização
A importância da imunização - Divulgação

Se existe uma unanimidade na medicina, ela é essa: a imunização é a ação de saúde pública mais importante da história da humanidade. A capacidade de impedir a circulação das doenças salvou milhões de vidas, ao prevenir infecções de varíola, raiva humana, poliomielite, tétano, sarampo e gripe, entre outras doenças. A rubéola congênita também deixou de existir porque descobriram uma vacina, e a última grande novidade foi a prevenção do câncer de colo de útero por meio da vacinação contra a infecção com HPV.

A criação do Programa Nacional de Imunização (PNI), em 1973, foi o ponto de partida para uma queda significativa da mortalidade infantil, com a implantação sistemática de um planejamento nacional voltado para a prevenção dessas doenças. Ironicamente, o grande sucesso da imunização tornou-se seu ponto fraco, porque a ausência dessas doenças do noticiário causou uma falsa impressão de que não havia mais a necessidade de proteção. Ou seja, a era da informação trouxe desinformação.

O PNI brasileiro tem reconhecimento internacional e está entre os melhores do mundo. Oferece produtos de qualidade, bastante seguros, e um número de vacinas cada vez mais abrangente para as principais doenças transmissíveis. E tudo de graça.

No início do ano, uma epidemia de febre amarela silvestre avançou por Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia, a partir da mobilidade de macacos, aumentando o risco de contágio para a população urbana. No período crítico da ocorrência dos casos, houve uma demanda desenfreada da população às unidades de saúde, mesmo as autoridades avisando que não havia necessidade de correria.

A vacina da febre amarela continua disponível nos postos de saúde da Prefeitura do Rio. Quem tem idade entre 9 meses e 59 anos e não apresenta contra indicações deve se vacinar. Em 2017, foram vacinadas mais de 1.600.000 pessoas. Mas é preciso chegar à imunização de 95% da população, e ainda estamos longe da meta. Não há nenhum caso de febre amarela na cidade do Rio, mas é importante se proteger. Vacine-se.

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