CONFRONTOS TAMBÉM TIRAM O SOSSEGO NO JACAREZINHO

Três suspeitos morrem, e acusado da morte de policial civil é preso

Por ASSINATURA REPÓRTER

'Caolha', chefe do tráfico local, conduzido por policiais, no Jacarezinho
'Caolha', chefe do tráfico local, conduzido por policiais, no Jacarezinho - REPRODUÇÂO REDES SOCIAIS

Situada a 11 quilômetros da Rocinha, a favela do Jacarezinho, na Zona Norte, também sofre com a asfixia imposta pelos confrontos entre policiais e bandidos. As operações na comunidade acontecem desde agosto do ano passado, quando Bruno Guimarães Buhler, o Bruno Xingu, agente da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), foi morto na comunidade.

Ontem, em mais uma delas, foi preso o traficante Wellington de Souza Macedo, 33 anos, conhecido como "Caolha", apontado como chefe do tráfico. Ele é um dos suspeitos do assassinato do policial. Segundo a polícia, dois seguranças do traficante e um terceiro suspeito reagiram à ação, foram baleados e morreram. Além de "Caolha", 17 pessoas foram presas em flagrante por tráfico de drogas. Três fuzis e uma submetralhadora foram apreendidos. De acordo com a polícia, "as ações na comunidade do Jacarezinho continuarão".

"A situação lá tá braba. São dez dias sem luz. Não é na comunidade toda, é em parte. Mas, nessa parte mora gente, tem família, tem criança e a polícia não está dando refresco. Está massacrando", reclamou o presidente de Federação das Associações de Favelas do Rio (Faferj), Rossino Diniz.

A ONG Rio de Paz, filiada ao Departamento de Informações Públicas da ONU, que tem sede no Jacarezinho, foi atingida por um tiro, ontem de manhã. Ninguém ficou ferido. "Não é mais tempo de se debater sobre segurança pública do Rio de Janeiro. Todos sabem o que precisa ser feito e o diagnóstico já foi dado. O que é necessário agora é pressão da sociedade e vontade política, para que sejam implementadas as medidas que todos conhecem e que podem salvar vidas", pregou o presidente da ONG, Antônio Carlos Costa.

Por causa dos confrontos, a circulação de trens ficou suspensa de 6h30 às 8h20. A única Clínica da Família da favela também não funcionou ontem.

Comentários

Últimas de Rio De Janeiro