Quins de Louzã: Feijoada para comer ajoelhado

A iguaria é tão especial que sai apenas na primeira sexta-feira do mês

Por O Dia

Rio - A coluna de hoje é uma homenagem ao aniversariante do dia, o cantor e compositor Gabriel da Muda, mal-humorado rubro-negro criado sob as bênçãos de Moacyr Luz, ícone do samba e dos botequins mais vagabundos da cidade.

Com pé e rabo de porco%2C o feijão sai da cumbuca feito chocolateGabriel da Muda

Gabriel, assim como Moa, sabe como poucos os atalhos boêmios deste balneário. E foi através dele, que hoje completa 30 anos, e do Maneca, parceiro de outro gênio da raça, Aldir Blanc, que chegamos ao Quins de Louzã, pé-sujo de primeira linha próximo da subida do Morro da Formiga, ali na Muda, recanto imperdível deste Rio de meu Deus.

É boteco para passar a tarde jogando purrinha, falando mal dos outros e comendo como um rei. Sim, pois temos naquele bar, fundado por dois portugueses, Joaquins, da região de Lousã (daí Quins de Louzã), uma das melhores feijoadas da cidade, feita como manda o figurino, com pé e rabo de porco, necessários para dar aquele colágeno no feijão, que sai da cumbuca feito chocolate. 

A iguaria é tão especial que, deste jeito aí, sai apenas na primeira sexta-feira do mês (é hoje!), sob o comando de Geraldo e Rogério. Confesso, pela felicidade da minha filha, que foi uma das melhores feijoadas que comi em vida. A R$ 22, serve duas pessoas com fome.

A não ser que uma delas seja o Maneca, que comeu duas feijoadas sozinho, acreditem se quiser. Tarefa impossível para qualquer mortal. Não para ele, o único carioca que almoça cinco vezes por dia. Todos os dias. Benza, Deus, que chegou bem na hora H. Vá com sede, meu amigo. 

O Quins de Louzã fica na Rua Conde de Bonfim, 790. entre a ruas Radmaker e Garibaldi. Abre todos os dias para almoço e janta. Só não abre nos dias 25 de dezembro e 1º de janeiro, mas se encher muito o saco, abre também. Só aceita dinheiro e débito. Liga lá: 3905-8986

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