Trabalhos e desafios para Jandir Ferrari

O ator está no ar em 'O Rico e Lázaro', é sócio de uma produtora e vai voltar com 'Cássia Eller — O Musical'

Por O Dia

Jandir em 'Cássia'Divulgação

Rio - Jandir Ferrari vai estar em breve na TV, no teatro (com duas peças) e no cinema, simultaneamente. Com 30 anos de carreira, o ator ainda tem fôlego de iniciante. “E além dos trabalhos como ator, tenho também a produtora, em que sou sócio, a Decinco Produções. Amo trabalhar e produzir”. Na Record, em ‘O Rico e Lázaro’ (após uma passagem rápida pela Globo, em ‘Haja Coração’ no ano passado), ele está no ar como o Rei Zedequias, irmão de Eliaquim (Leonardo Medeiros). “Foi o último rei de Jerusalém, segundo a Bíblia. A loucura dele em derrubar Nabucodonosor (Heitor Martinez) destrói Jerusalém”, revela.

Em sua segunda novela bíblica (ele também fez ‘Os Dez Mandamentos’), o ator reconhece o investimento da emissora na dramaturgia. “A diferença para o ator não é por ser uma novela bíblica. É uma novela de época, para começar. Com todo o preparo que exige. O que importa mesmo é contar a história e pensar nas relações humanas da época. É interessante falar sobre a Babilônia, um império que se perdeu”, opina. “A Record está fazendo uma grande produção. Um elenco com mais de 90 personagens fixos. É uma tacada grande, fico feliz com isso”.

Aos 51 anos, ele diz que ter tantos papéis diferentes no currículo não é coincidência: gosta de desafios. “O melhor de ter construído um caminho, é ver todos os trabalhos, o quanto aprendi. E pensar em tudo que vou aprender”, reflete. Em cartaz no cinema com ‘Dolores’, uma produção coprodução Brasil/Argentina, o ator se prepara para reestrear ‘Cássia Eller — O Musical’, em que faz seis papéis, no Teatro Bradesco em abril.

Jandir em 'Leréias'Divulgação

E também seu primeiro monólogo ‘Leréias’, em maio. “Voltar com ‘Cássia’ é uma alegria. Foram dois anos em cartaz e fizemos todas as capitais brasileiras. No filme, falei castelhano e é uma possibilidade de expansão. Já com o monólogo, estreamos fazendo apresentações em Goiânia e Itumbiara (GO). É a primeira produção própria da produtora, que tenho em sociedade com a Adriana Ortiz, iluminadora e minha mulher há 19 anos, e outros sócios. É um resgate do caipira que sou”, conta Jandir, paulista de Presidente Prudente.

Apesar das mais de vinte novelas no currículo, ele sabe que a lembrança mais forte no imaginário popular, até hoje, é o Gino, uma das ‘filhinhas’ de Dona Armênia, imortalizada por Aracy Balabanian, que ele fez em ‘Rainha da Sucata’ (1990). “Até hoje me chama de Gino na rua. Viramos uma família na época. Foi um fenômeno. Tanto que o personagem voltou em ‘Deus nos Acuda’ (1993). A grande culpada por esse sucesso foi a Aracy, uma grande atriz , que trouxe essa familiaridade armênia da vida dela, e cuidava de nós”.

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