Picassos Falsos lança disco no Rival e lembra a época de idas ao ‘Chacrinha’

Lançamento de ‘Nem Tudo Pode Se Ver’ acontece nesta quinta-feira no Teatro Rival, às 20h

Por O Dia

Rio - Como boa parte das bandas de sua geração, o Picassos Falsos — que lança o quarto disco, ‘Nem Tudo Pode Se Ver’, hoje no Rival, às 20h — apareceu na revista de música ‘Bizz’ e foi ao ‘Cassino do Chacrinha’, onde o vocalista Humberto Effe cantou o hit ‘Carne e Osso’ entre bacalhaus e chacretes. Mas a receita da banda, que mesclava rock com música brasileira, era bastante diferente do rock brasileiro feito na época.

Romanholli (E)%2C Effe e Corsi%3A o trio está junto desde 1985 e lança CD Divulgação

“Tentamos nos libertar desse balaio que é o mercado. Desde o primeiro disco a gente já tem referências de Ismael Silva, música nordestina, samba...”, conta Humberto, dividindo a banda até hoje com Luiz Henrique Romanholli, no baixo, e Gustavo Corsi, na guitarra — o baterista Abilio Azambuja, que estava na banda desde o começo em 1985, preferiu sair. Uma das idas do grupo ao ‘Chacrinha’, por sinal, está documentada no YouTube. “E a gente lutou para fazer o programa, sabia? Ele sempre foi um ídolo nosso da comunicação. Foi uma emoção grande. Lembro que ao entrar, apertei a mão dele. Chacrinha estava velhinho, eu sabia que aquilo não ia durar muito tempo, e era a oportunidade”.

DISCO E SHOW

‘Nem Tudo Pode Se Ver’ tem produção de Jr Tostoi (que toca guitarra e baixo em algumas músicas), participação de Fernanda Takai, do Pato Fu (no single ‘Nunca Fui A Paris’) e da cantora gaúcha Duda Brack (em ‘Tudo Que Fiz Foi Gostar’). Para o show do Rival e para a vindoura turnê (em agosto eles tocam em Belo Horizonte), Lourenço Monteiro ocupa a bateria. O álbum foi produzido a partir de 2015, pelo sistema de crowdfunding (financiamento pela web).

“Foram 280 cotistas espalhados pelo Brasil e pudemos ver onde está nosso público. Ele não é muito grande, mas está em BH, Brasília, Recife...”, conta Humberto. Em maio, um susto para a banda: o caminhão que transportava as primeiras mil cópias do disco para a sede do selo Embolacha foi assaltado, e a primeira tiragem se perdeu.

“Houve uma possibilidade de seguro contra roubo e a fábrica prensou mais mil CDs. Nem sabemos onde está essa primeira leva que foi roubada. Uma hora aparece por aí e vão começar a vender”, lamenta Humberto, conseguindo rir após o contratempo.

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