Pressão exagerada sobre o Flamengo

Rubro-Negro vive período instável e encara o Palmeiras

Por O Dia

Rio - Apesar dos recentes êxitos de Jayme de Almeida, o Flamengo vive período instável, criado em parte de forma artificial. Mas há problemas no ar e o primeiro deles nada tem a ver com o time e, sim, com o preço dos ingressos, incompatível com o poder aquisitivo da galera. Aliás, nesse ponto, o Fluminense tem sido um bom exemplo enchendo o Maracanã com valores mais em conta. A torcida do Flamengo reclama muito, mais até do que com os recentes problemas do futebol.

Jayme está pressionado no Flamengo Carlos Moraes / Agência O Dia

Neste domingo, antes do Fla x Flu, é excelente ocasião para o reencontro com a vitória diante do Palmeiras, adversário apenas razoável e egresso da Série B. Márcio Araújo é uma ponte entre os dois, um jogador de bom nível. Ele pode até ser um trunfo rubro-negro em dia de escalação incerta, em que já se lamenta a ausência de Léo Moura, a possível improvisação de André Santos e a confirmação de recentes mudanças com as efetivações um tanto forçadas de Mugni e Nixon. É um Flamengo que não empolga muito, mas que poderá se recuperar diante de um Palmeiras que passou a semana chorando a perda do recente "craque" Alan Kardec.

Dinamismo

O Botafogo da era Vagner Mancini está tentando organizar esquema forte de marcação com velocidade na saída de bola. Ótima ideia e vamos ver se o garoto Daniel - ou mesmo Lodeiro - consegue municiar o ataque. Mancini tenta sair da mesmice e Sheik é a esperança. Os problemas são os salários atrasados e a dificuldade geral de entrosamento. O desafio de deste domingo é complicado porque o Bahia atravessa boa fase. O Botafogo anunciou a volta de Carlos Alberto, aquele mesmo. Faz sentido?

Seria melhor

Muita gente fez pouco do atacante Diego Costa quando ele, por motivos pessoais, preferiu ficar na Espanha a jogar na seleção brasileira. Os meses seguintes vêm confirmando a sua importância em uma posição difícil. Está sendo negociado por uma fábula e vai ganhar um salário milionário. Enquanto isso, estamos dependentes da recuperação de Fred porque os outros caíram de produção, inclusive Jô, provável substituto em caso de ausência do titular.

Galo morto

No ano passado, caiu no Horto, estava morto. Mas agora foi tudo diferente, o Atlético-MG acabou eliminado da Libertadores em casa e nada deu certo. Paulo Autuori saiu, Levir Culpi não resolveu, Bernard deixou saudades, Tardelli reclama da própria sombra e Ronaldinho Gaúcho parece ter chegado mesmo ao fim de carreira. Depois da eliminação, a entrevista de Alexandre Kalil, presidente do clube, foi patética e dramática, culpando-se por tudo e por nada.

Sem ânimo

Depois da ida para o São Paulo, esperava-se que o futebol de Ganso voltasse a encantar em clube que já foi o ideal para jogadores de estilo clássico. E também pela sua maturidade e pela presença de um técnico como Muricy. Mas, pelo visto, pouco mudou e até Pato tem aparecido mais do que Ganso nesse duelo aquático. Esse também é um retrato do futebol atual, que exige não apenas habilidade, mas intensidade e velocidade. Sem isso, a técnica afunda.

Senna será ídolo para todo o sempre

Quem viu a devoção, o carinho e a emoção de mais de 20 mil pessoas em Ímola nesta semana não tem dúvida em concluir que Ayrton Senna jamais será esquecido. É ícone absoluto e daqui a 200 anos é possível que seja ainda mais querido. Ídolos que morrem jovens, como Marilyn Monroe e James Dean no cinema, Kennedy na política e Senna no esporte, ganham aura especial porque saíram no auge e parecem vivos ainda com a imagem bela, heroica e vencedora.

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