Demian e a magia do Maracanãzinho

Sem finalizar desde 2012, brasileiro quer fim de jejum contra LaFlare

Por O Dia

Rio - Para um atleta oriundo do jiu-jítsu, lutar no Maracanãzinho é como brincar no quintal de casa. A mística de um dos templos sagrados que imortalizou desde a arte suave até o antigo vale-tudo contagia o experiente Demian Maia, de 37 anos. O combate contra Ryan LaFlare no UFC Fight Night Rio, dia 21 de março, é esperando com ansiedade pelo paulista cinco vezes campeão mundial, mas que ainda busca um título de expressão no MMA.

Demian Maia vai lutar no MaracanãzinhoDivulgação

“Fiquei muito feliz de fazer a luta principal no Maracanãzinho. Venho do jiu-jítsu, que tem a sua história toda relacionada ao local e é um grande prazer lutar nesse templo que já abrigou tantas lutas importantes”, declarou Demian, analisando o oponente: “O Ryan é um cara duríssimo, nunca perdeu e é sempre difícil pegar alguém invicto. Acredito que meu ranking vá melhorar se ganhar”, comentou o brasileiro.

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Um dos atletas mais perigosos na luta de solo, Demian convive com um tabu que o incomoda demais. Desde outubro de 2012 que o paulista não vence por finalização — na ocasião, superou Rick Story, com um mata-leão. A seca, no entanto, pode estar com os dias contados.

“As pessoas vão para o chão para amarrar a luta, ninguém se solta. Quando o cara cai comigo, ele abraça e fica parado, esperando o juiz voltar em pé ou acabar o round. Então, é mais difícil lutar jiu-jítsu assim”, analisou Demian, explicando a limitação que o MMA o proporciona.

“A partir do momento que você tem cinco minutos, demora dois ou três para botar para baixo, tem só dois no chão para trabalhar. Às vezes não é tempo suficiente”, decretou. Que o solo sagrado do Maracanãzinho traga boa sorte ao faixa-preta de jiu-jítsu.

Colaborou Ulisses Valentim



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