O divino destino de Elano

Quase uma profecia, meia veste o manto sagrado e mostra fé para vencer no Mengão

Por O Dia

Rio - Parece coisa do destino. Enquanto trilhava seu caminho no futebol, Elano recebia sinais, para ele divinos, de que um dia vestiria o manto sagrado. O massagista Deni, há décadas no clube, já profetizava, quando o encontrava na Seleção, que o meia um dia defenderia o Flamengo. No ano passado, durante a visita do Papa Francisco ao Rio, ouviu de Zico um convite que qualquer rubro-negro interpretaria como um chamado de Deus. Nesta segunda, o jogador foi apresentado no Ninho do Urubu, ao lado do volante Feijão, e mostrou fé no seu potencial.

“Tem duas providências de Deus na minha vida. A primeira foi o Deni, massagista há 30 anos no Flamengo, que falava que um dia eu jogaria aqui. E a última vez que vim ao Rio foi na visita do Papa e quem estava do meu lado era o Zico entregando uma camisa do Flamengo. Ele disse ‘não está a fim de vestir essa camisa?’. Eu respondi que se fosse a vontade de Deus aconteceria. Agradeço”, revelou.

Elano é apresentado como reforço do FlamengoMárcio Mercante / Agência O Dia

Com a bênção do maior jogador da história do clube, Elano mostra que sua confiança está em alta, mesmo depois de ter passado boa parte do Brasileiro no banco do Grêmio. Experiente, com passagens por Santos, Shakhtar Donetsk, Manchester City e Galatasaray, garante que vai matar no peito a pressão inerente à condição de atleta do time com a maior torcida do Brasil.

“Eu venho preparado. Acho que minha carreira é brilhante porque não fujo das responsabilidades. Nasci para jogar em time grande. Minha carreira foi assim. Estou no lugar certo. Determinação e raça não vão faltar”, prometeu.

Um bom desempenho na Libertadores é, para ele, o caminho de volta à Seleção. Animado, ri até quando perguntado se já conversou com o goleiro Felipe sobre aquele pênalti que perdeu de cavadinha quando defendia o Santos, na vitória histórica do Flamengo na Vila Belmiro por 5 a 4 em 2011: “Estou do lado dele no ônibus. Já brinquei com ele, mas não posso contar aqui.”