Gilberto Braga: A história do sofá

Empréstimos são normais e necessários, mas os bancos precisam entender que é necessário respeitar o consumidor e a sua intimidade

Por O Dia

Rio - Comprei um sofá em três parcelas sem juros.Preenchi a ficha da loja e ficou combinado que eu pagaria por meio de boleto bancário. Recebi um carnê com três lâminas para pagar, mas a primeira já chegou vencida. Liguei para loja e emitiram boleto novo, com nova data, que já foi devidamente quitada.

A história poderia ser banal, se o banco que emitiu os boletos não cismasse que estou devendo e que preciso de empréstimo em condições especiais, que só ele tem. Mensagens para meu celular são cerca de três por dia.

Telefonam e não querem saber se podem falar, engatam aquela ladainha de central de atendimento para convencer a fazer o que você não quer. Ligaram para meu trabalho e minha casa e deixaram recado que a empregada anotou assim: “Entrar em contato urgente com o Banco Santo André”.

Na primeira ligação expliquei o que aconteceu, mas parece que a central não acreditou. Após ser acordado por um torpedo, tomei a iniciativa de ligar e fiz todo o procedimento como se fosse contratar empréstimo até conseguir ser atendido por alguma voz humana. Expliquei a situação e a pessoa desligou o telefone na minha cara. Empréstimos são normais e necessários, mas os bancos precisam entender que é necessário respeitar o consumidor e a sua intimidade.

Professor do IBMEC e da Fund. Dom Cabral

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