Príncipe Andrew, filho da rainha Elizabeth, é citado em caso de abuso sexual

Mulher alega que foi forçada a ter relações sexuais com o membro da realeza em diversos locais do mundo

Por O Dia

Londres, Inglaterra - O príncipe Andrew da Realeza Britânica foi associado a um caso de abuso sexual nos Estados Unidos envolvendo o investidor e multimilionário americano Jeffrey Epstein. Magnata é acusado por exploração e abuso a cerca de 40 mulheres jovens menores de idade, segundo a imprensa britânica. Uma mulher acusa Epstein, de forma anônima em tribunal da Flórida, de utilizá-la como escrava sexual, emprestando-a amigos ricos e poderosos, entre eles, o Duque de York, Andrew.

Palácio de Buckingham negou envolvimento de Andrew no escândaloDivulgação

Segundo a mulher, que não teve o nome divulgado, ela teria sido obrigada continuamente a ter relações sexuais com o príncipe, quando tinha 17 anos. Além do Duque de York, teriam sido citados mais dois homens poderosos, segundo a BBC.

Em 2006, o FBI começou a investigar Epstein por ter pago a jovens menores de idade para terem relações sexuais com ele na sua mansão em Palm Beach, de acordo com o jornal britânico ‘The Guardian’. Dois anos depois, o investidor admitiu, num acordo com a acusação, ter pago a uma menor de 14 anos em troca de sexo.

Esta confissão valeu-lhe pena de 18 meses de prisão (da qual cumpriu 13) e o registro como ofensor sexual. E levou o FBI a desistir da investigação mais aprofundada. Algumas mulheres chegaram a acordos milionários com Epstein, segundo o jornal, e outras iniciaram um processo contra a forma como os procuradores federais lidaram com o caso.

E é nesse processo que agora consta também a referência ao Duque de York. Os suposto abusos sexuais do príncipe teriam ocorrido em Londres, Nova Iorque e numa ilha privada, pertencente ao multimilionário. Uma vez que o caso é dirigido contra os procuradores, a acusação não foi feita formalmente ao príncipe, e não teve, por isso, oportunidade de responder às alegações.

O Palácio de Buckingham não quis comentar sobre os procedimentos legais, mas negou a participação de Andrew. “Para que não restem dúvidas, qualquer sugestão de atos impróprios com menores é categoricamente falsa", afirmou o porta-voz.



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