Editorial: Economia que trará grandes prejuízos

A redução do horário de funcionamento das quatro bibliotecas-parque do estado é uma notícia que entristece e preocupa os milhares de usuários dos espaços

Por O Dia

Rio - A redução do horário de funcionamento das quatro bibliotecas-parque do estado, como O DIA mostrou na segunda-feira, é uma notícia que entristece e preocupa os milhares de usuários dos espaços. A restrição é provável consequência dos cortes orçamentários determinados pelo governo diante da grave crise econômica. É oportuno perguntar, porém, se havia alternativa a esta medida tão drástica.

As bibliotecas-parque são o mais esplêndido empreendimento na cultura do estado em anos. Não só levaram livros a comunidades carentes, como Rocinha e Manguinhos, como também revolucionaram o conceito e maravilharam todos os visitantes, principalmente a unidade do Centro. A vastidão de conteúdo tornou o prédio da Avenida Presidente Vargas um cartão-postal obrigatório.

Não se deve ignorar a envergadura da crise, sobretudo o impacto do afundamento da Petrobras no cálculo dos royalties, que por muitos anos vitaminaram as finanças fluminenses. Essa fonte e outras, no plano federal, escassearam, e todos precisaram se readequar — da Educação à Segurança.

Mas limitar o funcionamento das bibliotecas a seis horas e meia, mantendo-as fechadas na parte da manhã, trará mais prejuízos do que economias. Dificultará a vida de quem estuda ou trabalha à tarde, por exemplo, e impõe obstáculos aos projetos sociais que se beneficiavam dos espaços. O governo do estado alega que o horário restrito é temporário. Leitores torcem para que seja.

Últimas de _legado_Opinião