Polícia tenta tirar professores da Câmara com mandado vencido

Documento foi expedido em 20 de agosto, usado para retirar os estudantes durante ocupação na crianção da CPI dos Ônibus

Por O Dia

Rio - Os profissionais da rede municipal de ensino permanecem dentro a Câmara de Vereadores, na Cinelândia, Centro do Rio. Na manhã deste sábado, o clima era de tranquilidade, diferentemente da noite desta sexta-feira, quando a Polícia Militar entregou uma liminar de reintegração de posse. Porém, o documento foi expedido em 20 de agosto, usado para retirar os estudantes que haviam ocupado a Casa Legislativa na crianção da CPI dos Ônibus, e por isso os grevistas não acataram a ordem judicial.

Professores seguem em greve pelo menos até terça-feiraSeverino Silva / Agência O Dia

Houve discussão entre os profissionais e os policiais. A maioria dos PMs que estavam cercando as imediações do prédio do legislativo foi retirada do local. Na manhã deste sábado, havia uma vigília do lado de fora pela retirada do projeto de plano de carreira, feita pelo prefeito Eduardo Paes. De acordo com o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), há cerca de 100 grevistas dentro da Câmara. Eles estão recebendo alimentos por numa entrada lateral.

"Fomos surpreendidos com a ação da polícia tentando tirar a gente, assim como eles lá fora tentando desmontar a ocupação. O tenente (coronel) Henrique entrou na Câmara, leu o documento em voz alta e mandou a gente sair. Depois que conseguimos ler o documento e vimos que era de agosto, começou uma discussão que durou mais de duas horas. Ele chegou a dizer que toda a ocupação ali poderia ser feita com aquele mandado. No final, ele retirou a PM e foi embora", disse a coordenadora do Sepe Ivanete Conceição.

A coordenadora considerou um absurdo a ação atrapalhada da PM. "O presidente Jorge Felipe, que é o presidente da Câmara é quem deveria fazer o documento e não fez. Como é que cai uma ordem de uma hora pra outra. Se a polícia fizesse a ação (para retirar os profissionais), iríamos entrar com uma representação contra a policia. Vamos ficar até a próxima terça. Se o plano (de cargos e salários) for retirado, saíremos. Se o plano continuar, ficaremos. A permanência deve continuar".

O Sepe informou neste sábado que continua convocando a categoria para se juntar à vigília na porta da Câmara durante este final de semana e a se preparar para o início da semana, quando o plano pode voltar para a pauta de votaçao no plenário.

"A ocupaçao dentro do prédio continua mantidia por mais de uma centena de profissionais e precisamos de gente do lado de fora para fortalecer os companheiros que estão do lado de dentro. A direçao do Sepe continua tentando uma negociaçao com as lideranças dos vereadores e com o governo, no sentido de que o plano seja retirado e as negociações em torno das reivindicaçoes da categoria sejam atendidas", informou a nota.

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