Zaccone acusado

Delegado, que participou de manifestações públicas, corre o risco de perder o cargo

Por O Dia

Rio - A Polícia Civil começou a apurar a participação de Orlando Zaccone, titular da 30ª DP (Marechal Hermes), em eventos organizados por pessoas ligadas a manifestações públicas, como Elisa Quadros, a Sininho. O delegado corre o risco de perder o cargo.

Ontem, Zaccone teve que apresentar explicações ao diretor Geral de Polícia da Capital, José Pedro Moraes. Hoje, às 10h, ele irá depor na Corregedoria da Polícia Civil. O delegado diz não ver problemas na convocação: “Vai ser bom prestar essas declarações”.

Os eventos

Zaccone confirma que participou do ato ‘Mais amor, menos capital’ (doou R$ 200 para o evento) e do 1º UPP – UH UH UH Prêmio de Protestos.

Molotov de ouro

O prêmio, segundo ele, era uma encenação promovida pelo humorista Rafucko. Entre as categorias havia Melhor Ocupação e Maior Repressão. O prêmio Molotov de Ouro, de Maior Ato de Vandalismo, foi para a quebra de manequins da loja Toulon, no Leblon.

Sem crime

“Não participei de nada ilegal, não fiz apologia de nenhum crime. Tenho o direito de exercer meus direitos civis”, defende-se.

Assinaturas retiradas

Segundo o deputado Bernardo Rossi, alguns colegas retiraram assinaturas do requerimento de criação da CPI do Vandalismo, que ele propôs. Entre eles estão Zaqueu Teixeira e Dr. Gottardo. Rossi diz que a comissão vai existir.

O cardeal e o padre

Dom Orani foi para Roma na classe econômica. Já o padre Edvino Steckel, que torrou milhões na compra de apartamento e carros de luxo para a Igreja, foi na executiva. Em 2009, o arcebispo demitiu Steckel da gestão do dinheiro dos católicos.

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