Quebrado sigilo fiscal e bancário de investigado por extorquir empresários

Todos são acusados de participar de uma organização criminosa composta por agentes da Delegacia de Proteção do Meio Ambiente (DPMA) que extorquia empresários

Por O Dia

Avaliada em R%24 53 mil%2C moto de outro policial da operação é apreendidaDivulgação

Rio - A Justiça decretou a quebra de sigilo bancário e fiscal e o sequestro e indisponibilidade dos bens do delegado Fernando Reis e de outras oito pessoas presas no início do mês pelo Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público. Todos são acusados de participar de uma organização criminosa composta por agentes da Delegacia de Proteção do Meio Ambiente (DPMA) que extorquia empresários. Reis era delegado-titular da unidade e já foi da cúpula da Polícia Civil.

Sexta-feira, promotores fizeram busca e apreensão no apartamento de Reis e encontraram uma arma antiga, que seria uma garrucha, não registrada. Eles também apreenderam em um prédio em Icaraí, Niterói, uma Harley Davidson do policial Anderson Pinheiro Dias, o Jesus, também preso na operação. Segundo as investigações, a moto custou R$ 53 mil e foi paga à vista. A nota da compra foi apreendida.

De acordo com o MP, Reis, junto com o comissário José Luiz Fernandes Alves, montou o lucrativo esquema criminoso na DPMA em 2012. O valor das propinas mensais variava de R$ 500 a R$ 6 mil, mas o grupo chegou a conseguir extorsões de R$ 300 mil.

O dinheiro era obtido por meio de extorsões, extorsões mediante sequestro ou concussões, após os policiais ameaçarem de prisão em flagrante os empresários e empregados, apresentando laudos periciais falsos, forjados pelo grupo, de crimes ambientais inexistentes.

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