Editorial: Alternativas para conter as dívidas

Uma nação endividada não sai do fundo do poço

Por O Dia

Rio - Tão nocivo quanto a inflação é o endividamento da população, e ambos infelizmente têm aumentado nos últimos meses no Brasil. Se a majoração de preços corrói o poder de compra do assalariado e esvazia despensas, o débito acumulado é bola de neve que soterra casas — e não raro é explorado na forma de taxas de juros extorsivas que beiram a agiotagem.

O Ministério da Fazenda avalia proposta, apresentada por instituições financeiras, de usar a multa da rescisão sobre o FGTS como garantia para empréstimos consignados de quem perdeu o emprego. Haveria contrapartida de se reduzirem os juros dessa modalidade — já menores do que os da tomada de crédito convencional.

Trata-se de medida que precisa ser bem avaliada. Não à toa, já provoca polêmica, pois compromete um dos direitos fundamentais do trabalhador, que justamente no período de maior necessidade, o desemprego, perderia parte significativa de seu FGTS. Mas é prudente levantar alternativas, pois uma nação endividada não sai do fundo do poço.

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