Intercâmbio permite a confeiteiro de Teresópolis participar de festival francês

Sérgio Andrade embarca nesta segunda-feira junto com seus patrões para Cadaujac, uma província da região de Bordeaux

Por O Dia

Rio - Sérgio Andrade tinha apenas nove anos de idade quando descobriu que tinha talento na cozinha ao fazer os bolos e doces para as festas das bonecas da sua irmã. Adolescente, aos 13, foi trabalhar numa padaria em Teresópolis, onde nasceu. Um ano depois, já atuava na Maria Torta, a mais tradicional confeitaria da cidade. Hoje, 27 anos depois, Sérgio continua trabalhando no local e não cabe em si de tanta felicidade. Ele embarca nesta segunda-feira junto com seus patrões para Cadaujac, uma província da região de Bordeaux, na França, onde vai participar de um festival gastronômico.

“Nunca pude fazer um curso de gastronomia. Tudo o que eu sei, aprendi nesses últimos 27 anos, sempre incentivado pelos donos da confeitaria e inspirado na gastronomia francesa”, conta Sérgio. O convite para participar do festival chegou de surpresa em abril, quando o prefeito Arlei Rosa (PMDB) recebeu a visita do prefeito de Cadaujac, Francis Gazeau. A cidade da Região Serrana foi escolhida para participar de um programa de intercâmbio cultural, chamado Jumelage, que já reúne confeiteiros da Irlanda, Turquia, Portugal e Espanha.

O confeiteiro Sergio Andrade%2C com seus patrões%2C e a torta de queijo com goiabada que levará aos francesesRoberto Ferreira / Divulgação

Na ocasião da visita, o prefeito francês se encantou com os quitutes da confeitaria e fez o convite para participa do festival das famosas tortas Saint Honoré. “Foi uma surpresa maravilhosa que nos deixou bastante emocionados e orgulhosos”, confessa Claudia Claussen Turl, proprietária da confeitaria. Para ela, participar de um festival gastronômico na França é de extrema importância também para o turismo na cidade. “Significa muito para a nossa confeitaria, que há 34 anos faz história na cidade, além de contribuir para a divulgação de Teresópolis no exterior, mostrando o que temos de melhor.”

Para o confeiteiro Sergio Andrade, que pela primeira vez viaja para fora do país, é a consagração de toda a sua dedicação à profissão. “Além do festival, vamos ficar por lá durante três semanas. Vou aprender com eles, mas também vou levar nossas receitas para ensinar aos franceses”, empolga-se. Para o festival, o confeiteiro preparou a tradicional torta Saint Honoré, como manda o regulamento, mas com um toque de brasilidade: um creme com um leve toque de queijo, coberto com goiabada e castanhas carameladas.

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