Paradeiro de envolvidos em caso de estupro já foi informado por 22 pessoas

Denúncias foram realizadas entre a última quarta-feira e a manhã desta segunda-feira

Por O Dia

Rio - Entre a última quarta-feira e manhã desta segunda-feira, o Disque-Denúncia já recebeu 22 denúncias informando a localização dos envolvidos de participar do caso de estupro coletivo, na Praça Seca, na Zona Oeste. As informações são automaticamente enviadas à delegada responsável pelo caso, Cristiana Miguel Bento, da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV), que está em contato direto com o canal.

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Foram cadastradas 810 denúncias sobre abuso sexual e 801 denúncias sobre exploração sexual somente no ano de 2014, através dos telefones 2253-1177 ou 0300 253 1177 (interior do Estado do RJ, custo de ligação local),segundo dados do Núcleo de Violência Doméstica (NVD) do Disque-Denúncia. Em 2015, foi verificada uma redução de 30% em relação às denúncias sobre esses assuntos, 558 sobre abuso sexual e 574 sobre exploração sexual. No entanto, embora o percentual tenha diminuido, o número de casos de exploração sexual infantil teve aumento de quase 3% em relação ao de abuso. Analisando territorialmente essas denúncias, foi possível constatar que a Zona Oeste foi o local de maior incidência desses crimes.

Fechando os quatro primeiros meses de 2016, o Núcleo de Violência Doméstica recebeu 77 denúncias sobre abuso, enquanto que 97 denúncias sobre exploração sexual foram cadastradas. Novamente, a Zona Oeste do Rio apareceu como o local de maior registro de denúncias (Campo Grande, Realengo, Padre Miguel, Santa Cruz, Bangu, Jacarepaguá).

Abuso sexual X Exploração sexual

A violência sexual pode ocorrer de duas formas distintas. Mas qual a diferença entre esses dois temas? Abuso sexual é qualquer forma de contato e interação sexual entre um adulto e uma criança ou adolescente, em que o adulto, que possui uma posição de autoridade ou poder, utiliza-se dessa condição para sua própria estimulação sexual, da criança ou adolescente, ou ainda de terceiros, podendo ocorrer com ou sem contato físico.

Já a exploração se caracteriza pela utilização sexual de crianças e adolescentes com a intenção de lucro, seja financeiro ou de qualquer outra espécie. São quatro formas em que ocorre a exploração sexual: em redes de prostituição, pornografia, redes de tráfico e turismo sexual.

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) diz que nenhuma criança ou adolescente poderá ser objeto de discriminação, exploração, violência, crueldade ou qualquer forma de negligência.  

Como denunciar?

Para auxiliar os órgãos responsáveis pela proteção e fiscalização, o Disque-Denúncia recebe de forma anônima as denúncias sobre violência contra crianças e adolescentes através dos telefones 2253 1177 (capital) ou 0300 253 1177 (interior, custo de ligação local). As informações são monitoradas e tem um encaminhamento diferenciado às autoridades. O serviço funciona de segunda à sábado, das 7h às 23h30.

Nesse caso específico do estupro coletivo, as denúncias recebidas pelo Disque Denúncia estão sendo difundidas para a delegada Cristiana Miguel Bento, titular da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV). 

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