Polícia investiga se presos saíram da cadeia para cometer crimes

Agentes penitenciários do Complexo Penitenciário de Gericinó teriam sido cúmplices de ações

Por O Dia

Rio - A polícia investiga se presos do Complexo Penitenciário de Gericinó saíram da cadeia para cometer crimes, com a cumplicidade de agentes penitenciários. Segundo o ‘RJ TV’, da TV Globo, Marcelo de Almeida Farias Sterque, condenado há mais de dez anos de prisão, por roubo e assassinato, tentou matar uma mulher, a tiros, em Olaria, em novembro do ano passado, quando cumpria pena em regime fechado na Penitenciária Bandeira Estampa.

A mulher, cujo carro foi atingido por 13 tiros, sobreviveu e, em depoimento, reconheceu o preso como autor do atentado. O mandante do crime, de acordo com o delegado Reginaldo Guilherme, era um companheiro de cela de Sterque, Waldemar Ferreira Bastos Neto, condenado a 30 anos de prisão por roubo, homicídio e tráfico de drogas.

O esquema de pagamento de propina para que presos deixem a cadeia para passear e cometer crimes é comum no sistema penitenciário, de acordo com um dos investigadores. Escutas telefônicas autorizadas pela Justiça revelam o teor da conversa da mulher de Bastos Neto, onde ela conta que o preso pagava propina para sair do presídio. A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) informou que não há registro de saída de Marcelo na data do atentado e que foi aberta sindicância para investigar a denúncia.

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