Padre Omar: A esperança não decepciona

O cenário atual não nos motiva a comemorações, mas é válido resgatar a memória que revela uma história construída na diversidade, na tolerância e na convivência pacífica

Por O Dia

Rio - Na quinta-feira, 7 de setembro, vamos celebrar a independência do Brasil em relação ao governo de Portugal. Desde 1822 esta comemoração é feita em nossa nação. O cenário atual não nos motiva a comemorações, mas é válido resgatar a memória que revela uma história construída na diversidade, na tolerância e na convivência pacífica.

Vivemos um triste momento, de brutal desigualdade social, apesar de alguns avanços. A ausência de valores éticos e morais provocou a profunda crise política, econômica e social.

Essa mesma história nos revela uma sociedade batalhadora, com esperança e fé, que, apesar das dificuldades, possui, capacidade de superar adversidades, como já ocorrido.

No mundo que caminha, cada vez mais, para um pensamento único, somos chamados à corresponsabilidade pela construção de uma nação com identidade própria, valorizando as riquezas de nossas origens culturais. Participar da política pode ser considerado virtude cristã, pois é através da política que podemos fomentar a melhora do coletivo.

Pessoas de diversos pensamentos políticos, filosóficos e ideológicos devem agir impulsionadas pela boa-fé, ao defender o que entendem que é melhor para o indivíduo, porque isto refletirá para o social. Que o Dia da Pátria seja uma ocasião para reafirmar o compromisso do povo com a democracia, por meio do diálogo e da busca pela paz, para construirmos um Brasil mais justo e fraterno. “A esperança não decepciona”. (Romanos 5,5).

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