Curso de Design de Games forma profissionais numa área em expansão

Ampliação de jogos feitos para aplicativos de celular e tablets ampliou ainda mais o mercado

Por O Dia

Rio - Eles têm pouco mais de 20 anos, são apaixonados por games e buscam no lazer uma alternativa promissora de trabalho em uma área em expansão no país, um dos cinco maiores consumidores do segmento no mundo. A ampliação de jogos feitos para aplicativos de celular e tablets ampliou ainda mais esse mercado.

Pedro Henrique Castelpoggi largou a faculdade de Veterinária para ingressar nesse mercado. Formado em Desenho Industrial, Wesley de Oliveira buscou se especializar em mídia digital voltada para a área de games e cria jogos educativos para empresas que ensinam funcionários de forma lúdica. Bruno Welsing Batista desenvolve games que podem ser obtidos por aplicativo de celular. Flávio Caribé Peixoto construiu uma cidade fictícia e futurista com robôs e carros voadores, onde governo e rebeldes se enfrentam em um jogo de tabuleiro.

Eles são alunos do curso profissionalizante de designer de Games do Senac RJ, do Sistema Fecomércio RJ, em parceria com a IGDA-Rio (Associação Internacional de Desenvolvedores de Jogos), organização sem fins lucrativos que busca integrar esses profissionais.

Wesley de Oliveira aposta na criação de games independentesDivulgação

Na sua página no Facebook, a IGDA possui 20 mil curtidas. Prova da expansão do segmento. “O mercado está crescendo, com empresas publicando seus jogos em grandes plataformas, como PlayStation e Xbox. Também publicam no computador, especialmente via Steam”, analisa Cleber Tavares Jr., um dos membros da diretoria da IGDA-Rio.

Ele se refere ao site ‘Steam’ (vapor, em inglês), onde jogadores publicam e compram jogos num ambiente mais democrático e acessível. E que ajuda a traçar um perfil desses profissionais de um mercado com duas alternativas: empreender ou buscar empregos em produtoras, estúdios de animação ou escritórios de mídia digital. Embora não descartem um emprego de carteira assinada, esses profissionais apostam mesmo é no empreendedorismo.

Profissionais criam games para celular, computador e fazem projetos paralelos

Bruno Batista, de 21 anos, se dedica à criação de games disponíveis em aplicativos de celular. Para ele, o caminho do sucesso é apostar em projetos paralelos. “Estou na área de mercado independente de jogos, com projetos próprios. A ideia é que tenha vários projetos. Quanto mais trabalhar, mais vai receber”, prevê.

Wesley de Oliveira, 26, ataca em outras frentes. Ele participa de um grupo especializado em montar jogos, que já elaborou projetos educativos no Rio, como um game na Uerj para mostrar a alunos da rede pública como reciclar. E também agiu em outros estados. Foi o caso de um game feito para simular o parto humanizado, em Minas Gerais, e outros games criados para um museu em Sergipe. Um deles ensina as pessoas a usar fogão solar. O outro é com caçadores de aratu, um tipo de caranguejo pequeno no Nordeste. O jogo simula um manguezal, com caranguejos virtuais. E a ideia é fazer a pesca com uma vara eletrônica projetada num tablado no chão, sem degradar o meio ambiente. “Era para conscientizar. Os próprios catadores de Aratu foram lá”, lembra.

Aposta de venda em outros países

Embora participe de projetos voltados à área de educação, Wesley de Oliveira aposta na criação da própria empresa em parceria com um grupo de amigos paradesenvolver jogos independentes. “É como alguém que abre um comércio, que começa pequeno e cresce com o tempo. No Brasil, o mercado é grande, mas de empresas menores”, compara.

Ele aposta as fichas na constante expansão do mercado e na possibilidade de venda de jogos para Estados Unidos, Canadá e Inglaterra, países que mais gastam com games. Para ele, é possível criar um game que se torne sucesso de vendas se o jogo for bem lapidado, gerando uma remuneração alta, acima dos valores pagos no mercado.

“É um mercado bilionário. A diferença do jogo comercial para o independente é a estrutura. Mas é o mesmo público e mercado. A capacidade de venda é a mesma. Existem jogos independentes americanos que quebraram recorde de vendas. A história pode se repetir por aqui”, analisa.

Os cursos

Designer de games
Carga horária
200 horas

Programa
Desenho conceitual, timing e spacing, movimentação de personagens, animação 2D, projeto integrador

Locais
Unidade Barra da Tijuca II (Avenida Prefeito Dulcídio Cardoso, 2000) e Unidade Santa Luzia (Rua Santa Luzia, 735 - Centro)

Animação 3D
Carga horária
84 horas

Programa
Software 3D Max

Local
Unidade Botafogo ( Rua Bambina, 107)


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