Praticante de wingsuit desaparece após saltar da Pedra da Gávea

Militar da Marinha, 42 anos, Fernando Antonio Rezende Brito desapareceu na tarde deste domingo

Por O Dia

Rio - Um homem desapareceu após saltar com um traje planador da Pedra da Gávea, Zona Sul da cidade, na tarde deste domingo. Oficial da Marinha do Brasil, Fernando Antonio Rezende Brito, 42 anos, pratica o wingsuit - modalidade de paraquedismo conhecida pelo uso de um macacão com asas que permitem um voo em alta performance, similar a um pássaro.

Muito querido entre os esportistas da região, o Brito, como ele é conhecido, também é membro da equipe de um canal esportivo da TV a cabo. Solteiro e pai de um menino, ele postou em seu perfil no Instagram, no sábado, uma foto onde aparece na Pedra da Gávea. "Acho que hoje não vai ter pulo... Mesmo assim valeu a trilha com o meu amigo Michel Souza ", escreveu.

Fernando Brito desapareceu após saltar de wingsuit na Pedra da GáveaReprodução / Instagram

Seu amigo, por sua vez, compartilhou outra foto naquela rede social, na tarde de ontem, onde ambos são vistos na Pedra da Gávea. "Fim de tarde, domingão cidade maravilhosa, @pedradagavea um Base jumper é um wingsuit rasgando o céu !!! Obg brother @fernando_brito_base pela a amizade".

Amigos preferem acreditar que Fernando não tenha realizado o salto e esteja perdido ou incomunicável. "A rota de ventos não estava propicia na parte da manhã, mas à tarde algumas pessoas resolveram voar", contou um amigo, que preferiu não ser identificado. "Mas não sei dizer se a rota para wingsuit, na Pedra da Gávea, estava favorável", acrescentou.

Em seu perfil no Facebok, Fernando já publicou diversas imagens de seus saltos. Numa delas, ele aparece voando em meio a um céu cinzento antes da chegada de uma tempestade.

Michel postou foto onde aparece ao lado de Fernando na tarde de ontemReprodução / Instagram

De acordo com o Corpo de Bombeiros, militares do quartel do Alto da Boa Vista, Zona Norte, iniciaram as buscas na noite de ontem e retomaram nesta manhã. Eles se concentram em uma região de mata situada no entorno da Pedra da Gávea. Um helicóptero, um drone e cães farejadores são utilizados.

Em nota, a Marinha do Brasil disse que lamenta o ocorrido e que está prestando o apoio necessários aos familiares do militar, que é capitão de fragata.

Morte no ano passado

No ano passado, um praticante do wingsuit morreu após altar da Pedra da Gávea. Até agora, não se sabe o que ocorreu na queda que vitimou Fernando M. Gonçalves, 36 anos. Segundo testemunhas, ele levou cerca de cinco horas para decidir pular e chegou a dar sinais de que desistiria do voo.

"Ele estava lá desde as 9h, mas só pulou quase às 14h. Parecia muito indeciso sobre onde ia saltar. Ficava andando de um lado para o outro e tirou o capacete duas vezes”, contou o estudante Rodrigo Abreu, 18. “Depois que ele pulou, não conseguimos vê-lo mais”, disse o estudante Breno Dantas, 18.

A vítima foi socorrida pelos bombeiros na mata e morreu a caminho do Hospital Miguel Couto.

Confira algumas publicações de Fernando:

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Com informações da estagiária Juliana Praddo

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