Robótica ganha mais destaque em Macaé

Ensinado nas escolas municipais, ramo da ciência conquista novos adeptos e alunos já participam de torneios nacionais

Por O Dia

Rio - Considerada a capital do petróleo no Brasil, Macaé também ganha destaque em outras áreas. Entre elas, a Robótica, atualmente presente na vida de alunos de onze colégios da rede municipal de ensino. Recentemente, aliás, oito estudantes da Escola Municipal Professora Eda Moreira Daflon representaram a cidade no Torneio Nacional de Robótica, em Brasília. A equipe foi uma das cinco instituições públicas a participar da competição. Amanhã, eles estarão no Rio de Janeiro para o ‘Arduyno Day’, evento que reunirá as últimas novidades do meio acadêmico.

Da esquerda para a direita%2C Kauã Evandro Soares%2C Jorge Amado de Oliveira%2C a professora Gilmara Santos%2C Helena Nunes e Angelo AzevedoDivulgação

Reunidos em torno da equipe batizada de Robóticos Daflon, os alunos de Macaé apresentaram em Brasília o ‘Insecdroid’, que também será mostrado amanhã na Escola Nave, do Rio. Sob a supervisão da professora Gilmara Santos, o projeto surgiu em 2016, tendo como objetivo buscar soluções inovadoras na prevenção da proliferação do Aedes Aegypti. Afinal, eles viram que era possível utilizar, nas proximidades da escola, um protótipo que identificasse as larvas do mosquito e, assim, pudesse combater todos os focos.

Como lembra a responsável pelo ensino de Robótica na rede municipal de ensino de Macaé, Luemy Ávila, cada movimento do ‘Insecdroid’ foi programado minuciosamente pelos alunos. “Os movimentos foram baseados nos do inseto jesus, uma espécie de invertebrado, de corpo muito fino e alongado, conhecido pela capacidade de andar sobre a água”, esclarece.

Para a estudante Helena Nunes, do 8º ano, ter tido a aprovação do projeto e, em seguida, ter participado do torneio de Brasília foi a realização de um sonho. “Foi maravilhoso, uma conquista e tanto.Conhecemos pessoas de todos os lugares e aprendemos muitas coisas diferentes”, conta, acrescentando que pretende usar a Robótica no futuro, quando se formar em Medicina. “Quero fazer curso técnico ligado à mecânica e, posteriormente, cursar Medicina. Meu objetivo é criar robôs, que auxiliem em cirurgias médicas”, adianta Helena.

Os próximos passos da equipe Robóticos Daflon já estão traçados. Em outubro, eles vão participar da Olimpíada Brasileira de Robótica, que irá acontecer em Curitiba, no Paraná. Também estão previstas a participação nas etapas do Torneio Juvenil de Robótica — a regional será em Macaé — e do Torneio Juvenil de Robótica, ainda sem local definido.

Aprendizado constante

Em Macaé, onze escolas municipais participam do programa #inovareaprender. De acordo com Luemy Ávila, responsável pela Robótica na rede de ensino da cidade, são 1,5 mil estudantes atendidos diretamente pelo programa — entre 3 e 5 mil alunos participam indiretamente das atividades ligadas ao universo dos robôs.

“A inovação atrai o interesse dos estudantes e professores. O programa contribui na transformação do processo educacional e forma autores de novas tecnologias com auxílio do corpo docente, universitários e alunos. É um aprendizado constante, incentivando os jovens a frequentarem as escolas e ficarem mais tempo no espaço escolar”, destaca.

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