Cabral é condenado a mais 45 anos de prisão por corrupção

É a 2ª sentença que recebe na Lava Jato

Por O Dia

O ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) foi condenado ontem a 45 anos e dois meses de prisão na Operação Calicute, um desdobramento da Lava Jato. A sentença, emitida pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, é a segunda recebida pelo ex-governador. Ele já tem uma condenação de 14 anos e dois meses de reclusão, por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e pertinência à organização criminosa, imposta pelo juiz Sérgio Moro, de Curitiba, em julgamento referente ao recebimento de propina, de pelo menos R$ 2,7 milhões, nas obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), da Petrobras.

Dessa vez, Cabral foi sentenciado por corrupção e lavagem de dinheiro, usando obras do governo do Estado que receberam recursos federais a partir de 2007. A força-tarefa da Lava Jato, no Rio, apontou fraudes nas obras de urbanização em Manguinhos (PAC Favelas), de construção do Arco Metropolitano e da reforma do estádio do Maracanã para a Copa do Mundo de 2014. A ex-primeira-dama Adriana Ancelmo foi condenada a 18 anos e três meses de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro e pertinência à organização criminosa. Outros nove réus também receberam penas de prisão.

Na sentença, Bretas afirmou que Cabral "vendeu a empresários a confiança que lhe foi depositada pelos cidadãos do Estado do Rio de Janeiro, razão pela qual a sua culpabilidade, maior do que a de um corrupto qualquer, é extrema".

O advogado do ex-governador, Rodrigo Rocca, classificou a condenação de "uma violência contra o Estado democrático de Direito" e anunciou que entrará com um recurso. Ele acrescentou que a sentença "só reforça a arguição de suspeição" que a defesa já fez contra o juiz que a assinou.

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