Justiça determina a transferência de Rogério 157

Data e local do presídio federal ainda dependem de departamento do Ministério da Justiça, que administra cadeias da União

Por ASSINATURA REPÓRTER

A guerra pelo controle do tráfico de drogas na Rocinha e a ficha criminal de Rogério Avelino da Silva, o 157, foram os pilares de informações montadas pela Secretaria de Segurança para a Justiça determinar ontem a transferência do criminoso do presídio de segurança máxima Bangu 1 para uma unidade federal fora do Rio. A data e o local, no entanto, ainda dependem do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), do Ministério da Justiça, que administra as cadeias da União.

Ex-aliado do chefe da Rocinha, Antônio Francisco Bonfim, da facção criminosa Amigo dos Amigos (ADA), que está preso também fora do estado, Rogério 157, disputava território pela venda de entorpecentes na Rocinha e Vidigal, como homem forte do Comando Vermelho (CV). "Dados de inteligência constataram que moradores e parte dos traficantes ligados ao 'Nem' estariam descontentes com o festão (...) realizado pelo acusado, que estaria cobrando taxas de segurança de comerciantes, do transporte alternativo, monopólio na venda de botijões de gás, distribuição de sinal clandestino de TV a cabo e internet", destaca um trecho da decisão do juízo da 20ª Vara Criminal.

Segundo relatório de inteligência, quando Rogério foi preso semana passada, no local, foram encontrados documentos com inventário de armas de grosso calibre, explosivos e munição que totalizavam mais de R$ 500 mil, além de manual com tática de guerrilha. Tanto o Ministério Público quanto a Secretaria de Segurança ressaltaram que, em 2010, o traficante invadiu o hotel Intercontinental, em São Conrado, com criminosos fortemente armados, que mantiveram 36 funcionários e hóspedes como reféns. Ele foi preso em 24 de agosto daquele ano, mas solto em 2012 quando voltou a atuar no tráfico.

As autoridades sustentaram que o bandido queria enfraquecer a quadrilha de Nem e só ficaria preso no Rio se fizesse delação premiada para ajudar na captura de outros criminosos do grupo, como reafirmou, ontem, o secretário de Segurança Roberto Sá, em reunião com ministro da Defesa. A Secretaria de Administração Penitenciária enfatizou o grau de periculosidade de Rogério 157. O prazo para ele ficar fora do Rio é de 360 dias.

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