Os técnicos que comandam as seleções na batalha final

Eles não estão entre os 11 em campo, mas foram decisivos para trazer suas seleções até as quartas de final. Agora, têm que lidar com o desgaste dos jogadores no fim da temporada para tentar seguir em frente

Por O Dia

Eles não marcam gols, mas estão entre os oito finalistas da Copa do Mundo. Comandar uma seleção no maior torneio de futebol do planeta é tarefa pesada. Não basta ser um bom motivador ou ter conhecimentos táticos expressivos. Lidar com o desgaste do fim de temporada, lesões, suspensões e problemas psicológicos exigem dos técnicos versatilidade e sabedoria multidisciplinar. Sozinhos, não ganham jogo. Prova disso é que as seleções dirigidas pelos três treinadores mais bem pagos entre as equipes que disputam a Copa foram eliminadas na primeira fase: Rússia, Inglaterra e Itália. Dos que sobreviveram, Felipão tem a maior remuneração: € 2,4 milhões (R$ 7,1 milhões) por ano, enquanto Jorge Luis Pinto, da surpreendente Costa Rica, recebe módicos € 262,5 mil (R$ 791,7 mil).
Luis Felipe Scolari, os brasileiros sabem bem quem é. Agora, vamos conhecer um pouco da trajetória dos demais sete técnicos que levaram suas seleções às Quartas de Final, em uma Copa já apontada como das mais difíceis da história.

JOSÉ PÉKERMAN (Colômbia)

O argentino Pékerman só atuou por dois clubes como jogador: o Argentinos Juniors, que o revelou; e o Independiente Medellín. Após se aposentar, virou taxista mas, ao mesmo tempo, buscava talentos para o Argentino Juniors. Seu bom trabalho o levou às seleções de base da Argentina e, em 2004, assumiu como técnico da equipe principal de seu país. Em 2012, tornou-se técnico da Colômbia.

JORGE LUIS PINTO (Costa Rica)

Após treinar diversos clubes de Colômbia, Peru e Costa Rica, o colombiano Pinto teve uma experiência frustrada como técnico da Costa Rica, em 2004. Ao retornar a seu país, levou o modesto Cúcuta ao título do campeonato colombiano, o primeiro da história do clube. Assumiu a seleção nacional em 2007, mas ficou por apenas um ano. Em 2011, voltou a dirigir a seleção da Costa Rica, levando o país às Quartas pela primeira vez.

LOUIS VAN GAAL (Holanda)

Como jogador, Van Gaal sempre atuou no futebol holandês mas nunca obteve grande destaque. O primeiro clube que treinou foi o Ajax, no qual ficou por seis anos e conquistou títulos importantes — entre eles, a Liga dos Campeões da Europa. Também dirigiu Barcelona, AZ Alkmaar e Bayern de Munique, sempre acumulando troféus. É conhecido pelo estilo temperamental e polêmico entre a imprensa europeia.

JOACHIM LÖW (Alemanha)

Em sua carreira de jogador, Löw teve passagens apagadas pelos clubes alemães. Jogou as últimas cinco temporadas no futebol suíço. Iniciou como técnico no VfB Stuttgart, onde conquistou uma Copa da Alemanha. Ele também dirigiu clubes da Turquia e da Áustria, antes de aceitar o convite de Jürgen Klinsmann para ser assistente da seleção alemã. Após a saída dele, em 2006, Löw assumiu o cargo.

DIDIER DESCHAMPS (França)

Deschamps liderou a vitoriosa geração francesa que conquistou a Copa do Mundo de 1998 e a Eurocopa de 2000, como capitão, nas duas conquistas. Em 2004, teve seu primeiro trabalho como treinador, no Mônaco, quando chegou à final da Liga dos Campeões da Europa. Também dirigiu Juventus e Olympique de Marselha, antes de assumir o comando dos Les Bleus em 2012, substituindo Laurent Blanc.

ALEJANDRO SABELLA (Argentina)

Sabella teve uma carreira vitoriosa como jogador. Pelo River Plate, clube que o revelou, fez parte da equipe que quebrou um jejum de 18 anos sem títulos. Foi um dos primeiros futebolistas argentinos a atuar no futebol inglês, ao se transferir para o Sheffield United, em 1978. Em seu primeiro ano como técnico, no Estudiantes, conquistou a quarta Libertadores do clube. Em 2010, foi chamado para treinar a Alvi Celeste.

MARC WILMOTS (Bélgica)

Wilmots representou a Bélgica como jogador em quatro Copas do Mundo. Ele conquistou títulos no Standard de Liège e Schalke 04. O belga iniciou sua carreira como técnico no Schalke, em 2003, e chegou ao comando da seleção em 2012. Ele também seguiu carreira política: no mesmo ano em que começou como treinador, foi eleito senador pelo Movimento Reformista, de cunho liberal. Dois anos depois, renunciou.

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