Deputados trocam ofensas durante comissão da Reforma da Previdência

Arlindo Chinaglia (PT-SP) chamou Arthur Maia (SD-BA) de 'empresário caloteiro' e ouviu que é 'vagabundo'

Por O Dia

Brasília - O clima esquentou no debate que aconteceu nesta quinta-feira, na comissão especial da Reforma da Previdência da Câmara dos Deputados, em Brasília. O embate verbal aconteceu entre os deputados Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Arthur Maia (SD-BA), relator do texto. Chinaglia chamou Maia de "empresário caloteiro", que rebateu xingando o petista de "vagabundo".

O baixo nível começou após uma fala de Maia sobre o período governado pelo PT. "O relator, de forma absolutamente abusiva, nos atacou publicamente sem ter nenhuma autoridade nem política, nem moral, porque se ele quer medir a nossa história, eu não devo um centavo para a Previdência, como ele defende como empresário caloteiro", disse Chinaglia. 

Maia imediatamente rebateu, chamando Chinaglia de "vagabundo". O bate-boca continuou. "Vagabundo é você", retrucou o petista. O deputado Carlos Marun (PMDB-MS), que preside a comissão, solicitou a imediata retirada dos xingamentos da ata da audiência. 

O representante do Solidariedade negou ter criticado o PT. "Você está mentindo. Se eu errei, pedirei desculpas ainda nesta sessão". E se defendeu "Não é justo que o senhor venha me chamar de caloteiro. Tenho uma empresa com dívida renegociada com o INSS e que está adimplente", justificou.

Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Arthur Maia (SD-BA) trocaram insultos%2C mas pediram desculpasMontagem/Reprodução/Facebook

Presença de Meirelles causou primeiro bate-boca

A discussão entre os dois parlamentares já havia iniciado antes, quando Maia afirmou que os deputados do PT, que antes elogiavam Henrique Meirelles quando presidente do Banco Central durante o governo Lula, iriam contradizer as falas do atual ministro da Fazenda. Chinaglia interrompeu Maia, dizendo que o relator fazia patrulhamento da palavra. "Seja tolerante com o contraditório", pediu o petista.

No fim, ambos pediram desculpas e a discussão terminou. "Que reine a paz entre os homens e mulheres de boa vontade", disse Marun.

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