Levantamento mostra otimismo para o futuro

Em pesquisa com profissionais de RH, 80% apostam em melhorias no mercado

Por O Dia

Rio - Apesar do cenário desanimador, com taxa de desemprego fixada em 12,6%, o próximo ano promete ser de retomada econômica. É o que acreditam 79,39% dos profissionais de gestão de pessoas ouvidos em uma pesquisa realizada pela Oribá Soluções Criativas, em São Paulo. O levantamento foi feito durante a 43ª edição do Congresso Nacional de Recursos Humanos (Conarh), o maior congresso de recursos humanos da América Latina. A Oribá aproveitou a presença maciça de profissionais gestores de recursos humanos de diversas áreas e ainda os questionou sobre o tema: 'É possível ser feliz no trabalho?'.

Os questionários foram aplicados pela Oribá Soluções Criativas no Conarh%2C maior congresso de recursos humanos da América LatinaDivulgação

Mais de 300 pessoas foram ouvidas e os resultados são bastante otimistas. A pesquisa aponta que 84,54% das pessoas valorizam mais a qualidade de vida do que o salário, e 100% dos entrevistas afirmaram que um bom ambiente de trabalho faz a diferença. Para 99,09%, é possível alcançar a felicidade no trabalho, enquanto 80,30% afirmaram que não é necessário mudar de emprego para ser feliz. "As empresas estão passando por mudanças que afetam fortemente as pessoas: redução do número de colaboradores, corte de verbas, pressão por resultados e metas e, principalmente, incertezas econômicas e alta competitividade de mercado", comenta Rodrigo Cândido, um dos sócios da Oribá. 'É interessante ver que a expectativa é positiva e que não perdemos a confiança no outro".

Confiança na retomada

De acordo com Leila Ferraz, também sócia da Oribá, o objetivo de elaborar a pesquisa era justamente medir o quanto as pessoas estão felizes com o trabalho em um momento de turbulência econômica no país. "Muita coisa mudou na forma como nos relacionamos com o trabalho. Isso quer dizer que estamos mais empenhados em dar ao trabalho o espaço que ele merece em nossas vidas, fazendo com que ele seja algo prazeroso e desafiador. Isso com certeza gera felicidade", comenta.

Rodrigo Cândido faz coro no otimismo: "É fundamental que tenhamos um clima favorável para a geração de ideias, resolução de conflitos e a busca pela tão sonhada qualidade de vida, satisfação e crescimento profissional. Essa confiança na retomada é surpreendente e animadora", acredita.

Para Leila, as reformas trabalhistas que vêm sendo implementadas podem ser uma oportunidade. "Parcelas da população vão serão prejudicadas e outras, beneficiadas com as mudanças. Isso vai depender do tipo de relação que as pessoas desenvolveram com o trabalho", comenta Leila.

A amostra do estudo contempla a participação de 311 profissionais de diversos segmentos e setores da economia a partir do pergunta central: 'É possível ser feliz no trabalho?'. A pesquisa foi realizada por meio de um questionário com 10 perguntas. E foi realizada por meio do autopreenchimento pelos participantes na pesquisa.

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