A diferença entre Flu e Cruzeiro

Enquanto Raposa dispara, Tricolor patina no Brasileirão

Por O Dia

Rio - Há pouco mais de 15 dias, nada era tão parecido quanto Fluminense e Cruzeiro. Campanhas de muita eficiência, briga pela ponta e um estilo que privilegiava o toque de bola rápido, envolvente e muito ofensivo. Uma beleza que entusiasmava, uma espécie de antítese do que se viu na fracassada seleção brasileira na Copa.

De repente, tudo mudou e o Fluminense desabou em três jogos — um empate com o lanterna do campeonato em que quase perdeu, a vergonha diante do América-RN na Copa do Brasil e, agora, a derrota para Botafogo, um time tecnicamente inferior e ainda em crise. O que estará acontecendo? É apenas relaxamento, a simples ausência de Gum ou o nivelamento geral torna tudo natural. Mas, no Cruzeiro, isso não ocorre. O pior foram empates normais fora de casa, mas, na rotina, boas vitórias com categóricas diferenças no marcador e grandes exibições. O grupo é mais fechado, mais completo e Marcelo controla tudo muito bem há um ano e meio, tempo suficiente para consolidar time e esquema.

Fluminense perdeu em BrasíliaDivulgação

A SEGURANÇA

Agora titular do Flamengo, Paulo Victor é o jogador mais emblemático da nova fase do time de Vanderlei. Em quatro jogos, três vitórias por 1 a 0 e uma derrota pelo mesmo marcador. Está claro que a força da equipe está na boa marcação e na sobriedade e segurança do seu goleiro. Felipe era nervoso, tumultuado e instável, o contrário de Paulo Victor, cuja ascensão foi a decisão mais importante do novo treinador. Fazer gol no Flamengo (média agora de 0,25 por jogo) não é tão fácil.

O ACHADO

Demorou um pouco e até coincidiu com o momento feliz de pagamento dos atrasados, mas Mancini, afinal, acertou com a melhor formação do Botafogo. A dupla gringa de ataque tem um mínimo de entendimento e, no caso de Ferreyra, a falta de habilidade é compensada pela luta e pelo jogo aéreo. Talvez valha a pena insistir com Daniel, que tem os seus momentos e faz gols.Agora é encaixar Sheik no meio campo, no lugar de Ramírez, e o time salva as aparências.

Vagner Mancini conseguiu melhoras no BotafogoAndré Luiz Mello

O DESTINO

Como muito já se tem comentado, na vida política é preciso ter o destino ao lado para se chegar aos grandes objetivos. A recente morte de Eduardo Campos e a ascensão de Marina, assim como a morte de Tancredo, em 85, embaralha tudo. O destino conspira contra Gareca, o técnico argentino do Palmeiras, que não consegue emplacar e, quando tem a chance, é traído por falhas medonhas do seu goleiro Fábio, como ocorreu contra o São Paulo. Ele está na corda bamba, mas é o destino.

O QUE VAI SER?

Há certa expectativa pela convocação de Dunga hoje com as promessas de renovação. Se focar no futebol interno, poderá pescar alguma coisa no Cruzeiro, em jogadores como Everton Ribeiro e Ricardo Goulart ou, quem sabe, em Cícero, no Flu, e Alan Kardec, no São Paulo. No exterior, Miranda e Philippe Coutinho seriam novidades, mas a base continuará sendo o grupo da Copa porque não há coisa melhor por aí. É quase certo que venha um esquema mais forte e competitivo.

O VÔLEI FEMININO EM UM MOMENTO ILUMINADO

Quem acompanha o vôlei feminino terá, é claro, as suas jogadoras favoritas e, à primeira vista, Sheila, Thaísa e Jaqueline são os destaques. Mas, no Grand Prix, as nove ou dez atletas envolvidas mostram um brilho especial. Fernanda Garay, Fabiana, Camila Brait, Dani Lins, Natália, Tandara e Fabíola, todas brilham com potencial para evoluir. Ao mesmo tempo, o técnico José Roberto Guimarães tem repertório variado em que elas se encaixam perfeitamente e sabem o que fazer. O Brasil está perto de novos títulos.

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