Atlético de Madrid bane organizada envolvida em morte de torcedor

Confusão entre fãs do Colchonero e do Deportivo La Coruña aconteceu no último domingo e também deixou 11 feridos

Por edsel.britto

Espanha - A direção do Atlético de Madrid decidiu nesta terça-feira banir a torcida organizada "Frente Atlético" e expulsar os sócios do clube envolvidos na briga ocorrida no domingo, no entorno do estádio Vicente Calderón, que culminou na morte de um torcedor do Deportivo La Coruña. O próprio Deportivo, no entanto, tomou uma atitude mais branda para conter a violência.

O clube fechará de forma simbólica a arquibancada usada pelos "Riazor Blues" nos próximos dois jogos em casa contra o Málaga, um deles válido pela Copa do Rei, amanhã, e outro pelo Campeonato Espanhol, no sábado. Francisco Javier Romero Taboada, conhecido como 'Jimmy', morreu por causa de lesões generalizadas, incluindo traumatismo craniano, provavelmente causado após ser agredido por uma barra de ferro, segundo a autópsia. A polícia prendeu 21 envolvidos na briga, 12 deles do "Riazor Blues", seis da "Frente Atlético", dois dos "Bukaneros" e um do "Alkor Hooligans", conforme detalhou ontem o secretário de Estado de Segurança, Francisco Martínez.

O clube madrilenho anunciou a expulsão da "Frente Atlético" após receber o inquérito policial que identifica como membros desse grupo de torcedores "os detidos e envolvidos na grande briga" com torcedores do Deportivo. "Provada pela polícia e refletida no inquérito a participação da Frente Atlético entre as pessoas identificadas que atuaram nos incidentes de maneira organizada e planejada, o clube tomou a decisão de excluir como torcida oficial a Frente Atlético, com o efeito a partir de hoje e, por consequência, cessar qualquer relação com dito grupo", afirmou o Atlético de Madrid em comunicado.

Após confusão que resultou na morte de um torcedor%2C o Atlético de Madrid anunciou o banimento de uma de suas torcidas organizadasEfe

O clube tomará a mesma atitude caso novos sócios sejam identificados pela investigação aberta pelas autoridades espanholas. Além disso, afirmou que impedirá a exibição de cartazes ou símbolos da organizada dentro do estádio Vicente Calderón. Anunciou também que "perseguirá qualquer outra facção que possa surgir no futuro, sob qualquer outro nome, que não condene radicalmente a violência ou utilize o nome do Atlético de Madrid e suas instalações para defender ideias políticas, racistas ou xenófobas". "Entre os identificados estão um total de 15 pessoas que dizem ser torcedores do Atlético de Madrid, dos quais 7 eram sócios do clube, um era sócio não assinante e outros 7 não são sócios.

Todos os sócios foram expulsos de forma imediata e sem possibilidades de voltar a sê-lo no futuro. Já os não sócios jamais serão admitidos", afirmou a direção 'colchonera' Apesar da exclusão dos sócios e do corte do vínculo, a direção do clube não informou de forma clara no comunicado se torcedores ligados à "Frente Atlético" serão proibidos de assistir aos jogos do Atlético em casa se não estiverem usando camisas ou bandeiras da organizada.

Por outro lado, o presidente do Deportivo, Tino Fernández, afirmou que informou à polícia sobre a viagem dos torcedores organizados e garantiu que a equipe não vendeu ingressos para os membros da "Riazor Blues". "Assim que o Deportivo detectou a movimentação sobre a presença da Riazor Blues em Madri, o clube entrou em contato com o coordenador de segurança da polícia em La Coruña, no meio da semana passada", afirmou o dirigente.

Fernández deixou claro o posicionamento do clube contra a violência e anunciou que para o jogo de sábado contra o Málaga venderá ingressos a 1 euro para que o estádio se transforme em "uma manifestação com grande espírito esportivo e social exemplar". "O clube decidiu tomar uma série de medidas contra a violência no futebol e liderar um movimento a favor de um futebol 100% livre de violência verbal e física", destacou.

Fernández exigiu também que as autoridades não descansem até prender os responsáveis do assassinato de domingo em Madri para que o crime não fique impune. Sobre o fechamento "provisório e simbólico" da arquibancada do estádio Riazor, o presidente disse que essa é uma medida consciente, que afeta também um grande número de torcedores que não tem relação com "essa praga do futebol".

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