Grampos levaram à prisão de Marin

Empresário José Hawilla, dono da Traffic, gravou a pedido do FBI conversas com o ex-presidente da CBF

Por O Dia

Suíça - Réu confesso do esquema de corrupção na Fifa, o empresário paulista José Hawilla, 71 anos, fez acordo com o FBI para, através conversas grampeadas, incriminar outros dirigentes. Um deles seria o ex-presidente da CBF José Maria Marin, de acordo com matéria publicada ontem pelo jornal ‘Folha de S.Paulo’. Dono da empresa Traffic, Hawilla teria usado sua empresa de marketing esportivo para pagar propinas a Marin em troca dos direitos comerciais de competições como Copa América, Copa Ouro e Copa do Brasil.

José Maria Marin foi preso na SuíçaEfe

O Mundial de 2014, inclusive, terá os contratos envolvendo Fifa, parceiros comerciais e fornecedores examinados pela justiça americana. O foco da investigação, segundo o jornal ‘Estado de São Paulo’ é a relação entre Jérôme Valcke, secretário-geral da Fifa, e o ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira — os dois estão na lista do FBI de suspeitos de crimes financeiros e envolvimento em fraudes relacionados com o futebol.

Quem também deve fazer revelações comprometedoras é o ex-presidente da Concacaf, Jack Warner, de Trinidad e Tobago. Mesmo temendo pela sua vida, ele disse estar disposto a revelar o que sabe sobre casos de corrupção envolvendo a Fifa. Warner, que teve ordem de prisão emitida pela Interpol, também garante ter documentos que provam os vínculos entre a Fifa e as eleições gerais do país caribenho.

“Não terei segredos sobre os que buscam, ativamente, destruir o país”, disse Warner, que falou em avalanche de revelações, mas teme ser assassinado. “Temo real e razoavelmente pela minha vida”, disse o ex-presidente da Concacaf, de 72 anos, banido do futebol em 2011 e que está na lista de 14 indiciados pela justiça americana por envolvimento em esquema de subornos e propinas, na venda de direitos de televisão de competições internacionais.

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