Próximo de título pelo Audax, Vampeta diz ‘Não preciso ir ao clube, não jogo’

Atual presidente do clube, ex-jogador fala sobre a supresa do Paulistão

Por O Dia

Rio - Finalista do Campeonato Paulista, o Audax pode chegar amanhã à conquista de um título inédito. E o mais curioso é que, na alta cúpula do clube, o comando está entregue a um dirigente com jeitão inusitado: o irreverente Vampeta. Campeão mundial em 2002 com a seleção brasileira, o ex-volante admite que não é cartola, diz que só ocupa o cargo porque é amigo do dono e se recusa a fazer discursos de incentivo aos jogadores. Sobre a comemoração em caso de título diante do Santos, em partida amanhã, às 16h, na Vila Belmiro, fala apenas em samba, cerveja e churrasco, bem diferente das famosas festas de outros tempos. E, como dirigente, revela um estilo inovador: “Não há ninguém que me faça ir ao clube”.

Vampeta é presidente do AudaxDivulgação

ODIA: Qual é o seu estilo como presidente? Mudou muito da época de jogador?

VAMPETA: Não sou filho do patrão, não sou cartola. Levo vida normal, assino documentos, uso roupa comum.

ODIA: O que pretende passar aos jogadores antes da decisão de amanhã?

VAMPETA: Eu treinei por 23 anos. Não há muito o que falar neste momento. Não fui ao primeiro jogo (empate em 1 a 1) e não vai ter ninguém que me faça ir ao clube. Não devo satisfação a técnico nem a jogador. Só sou presidente porque ele (Mário Teixeira, dono do clube) quer. Ninguém vai ganhar se eu desejar boa sorte. Não gostava disso quando era jogador e não vou fazer agora. Não acrescenta.

ODIA: Você admite que quase não vai ao clube. Não seria o momento de aproveitar para aumentar a divulgação do Audax?

VAMPETA: Não preciso ir ao clube, não jogo mais, não faz diferença alguma. O momento agora é dos jogadores, eles é que devem se destacar. Minhas guerras foram vencidas e perdidas no campo.

ODIA: Como vai ser a festa em caso de título do Audax. Alguma promessa de fazer algo inesquecível?

VAMPETA: Não, coisa simples. Vai ter cerveja, samba e churrasco.<MC5><QA0>

ODIA: Ganhar título como cartola certamente é diferente do que quando jogador, mas a irreverência do Vampeta é a mesma. Vai comemorar de um jeito especial, ao estilo daquelas cambalhotas na rampa do Palácio do Planalto em 1998?

VAMPETA: Não perdi a irreverência, não tem como. Brinco, faço piadas todo o tempo. Mas ainda não pensei em nada.

ODIA: Acha que o Audax tem chance de conseguir criar sua própria torcida?

VAMPETA: O clube é novo, mas aos poucos vai conquistando mais carinho, principalmente no município de Osasco.

ODIA: Como comentarista, você vê jogo do Audax? E mete o pau no time?

VAMPETA: Já vi vários jogos e sou sincero. Não fico em cima do muro. Critico até o Corinthians, sem medo de desagradar, não tenho rabo preso.

ODIA: Há alguma cartilha de comportamento no clube? Algo que seja terminantemente proibido no Audax?

VAMPETA: Que eu saiba não tem cartilha. O Fernando Diniz (técnico) é quem comanda o grupo, sem interferência da direção. É gente boa, muito tranquilo com os jogadores.

ODIA: E quais são os planos futuros do Audax?

VAMPETA: Chegar à final do Campeonato Paulista já nos deixou muito felizes, foi algo inesperado. Depois, é pensar em subir à Série B do Brasileiro e continuar seguindo.

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