Irreverência de Bill comanda o líder Botafogo no Estadual

Dupla com Jobson vem dando certo no começo do Carioca

Por O Dia

Rio - A personalidade e a irreverência do futebol carioca estão de volta, mas trazidas por um mineiro de São Lourenço. Artilheiro do Botafogo no Carioca com quatro gols, Bill foge do discurso pronto utilizado atualmente e remete à época de Túlio Maravilha. Clássico contra o Flamengo, domingo, no Maracanã, tem que ter gol dele.

Bill vive grande momento no BotafogoMárcio Mercante

“Podem ter certeza que neste jogo ele não vai fazer gol e eu vou”, garantiu o atacante se referindo ao rubro-negro Marcelo Cirino, que, juntamente com ele, divide a vice-artilharia do campeonato atrás de Fred.

A autoestima não foi elevada depois que os gols saíram. É inerente ao camisa 9. Antes mesmo da estreia, projetou a meta de 30 gols para a temporada e se mantém convicto.

“A confiança que eu tenho vem da minha família. Converso muito com a minha esposa, e é ela quem coloca essa meta para mim (risos). Tenho que respeitar. Vou tentar buscá-la, e acho que isso está dando certo, não só para mim, mas para o grupo todo, para que consigamos atingir os objetivos do Botafogo”, afirmou Bill.

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Cada partida é mais uma oportunidade de diminuir a distância para o objetivo, entretanto, a de domingo terá um peso diferente, não somente por ser contra o arquirrival.

Líder isolado, o Botafogo deixou de ser o patinho feio — único grande que não disputará a Série A do Campeonato Brasileiro —, para se tornar o time a ser alcançado na tabela. A campanha até agora é a melhor do clube

“Aumenta nossa responsabilidade. Temos que ter pés no chão. Não tem nada ganho. Sabemos da grandeza desse jogo, do que representa para a cidade e sabemos também das dificuldades que teremos durante a temporada”, disse Bill.

A campanha até agora é a melhor do Alvinegro nos últimos quatro anos. Falta apenas um ponto para igualar o péssimo desempenho em todo o estadual do ano passado.

ELOGIOS AO NOVO ‘IRMÃO’ JOBSON

O magnetismo da irreverência atraiu Bill e Jobson antes mesmo deles atuarem juntos. No início da pré-temporada, quando o segundo era a última opção ofensiva de René Simões, os dois já se entendiam e riam fora de campo.