Vivendo um 'sonho', Ribamar quer título

Atacante foi decisivo na classificação alvinegra no Carioca

Por O Dia

Rio - Se, há seis meses, alguém dissesse a Ribamar que ele decidiria, com gol, a classificação do Botafogo à final do Carioca, sua reação seria de espanto, surpresa. Mas a predileção de marcar contra o Fluminense o fez herói por ocasião. O jovem, de 18 anos, garante viver um sonho sem hora para acabar. Melhor ainda é saber que terá a oportunidade de jogar a decisão do Estadual contra o Vasco, no Maracanã. O palco maior do futebol já mexe com o imaginário do menino, criado com orgulho na comunidade Cidade de Deus.

“Tudo isso é um sonho. Sempre sonhei em jogar no profissional e marcar gols. Será incrível jogar no Maracanã, ainda mais numa final. Espero que corra tudo bem, e o Botafogo saia campeão”, declarou Ribamar, em êxtase. “Foi uma adrenalina muito alta. Fiquei muito emocionado. Foi difícil dormir, fui dormir muito tarde”.

Ribamar foi decisivo no clássicoVitor Silva / SS Press

Antes de vencer a zaga vascaína, Ribamar precisa derrotar a timidez. De poucas palavras, ele prefere se comunicar através da bola e cai nas graças do torcedor. A empolgação é tanta que tem alvinegro garantindo que seu nome é a junção do francês Ribery com o brasileiro Neymar. Brincadeiras à parte, ele comemora o reconhecimento.

“Ainda fico tímido. Quando me param na rua, pedem autografo, fotos. O lado bom é que meu trabalho está sendo reconhecido. Sou muito feliz por isso”, disse, satisfeito.
Antes do Vasco, porém, o Botafogo enfrenta o Coruripe, quinta-feira, em Xerém, pela Copa do Brasil. Por ter vencido o jogo de ida por 1 a 0, o Glorioso joga pelo empate, mas Ribamar quer mais: “Quero ajudar com gols”.

De volante para atacante

Volante voluntarioso na categoria sub-15, Ribamar mudou para o ataque e viu, de quebra, sua vida se modificar completamente. Após completar um treino dos profissionais, caiu nas graças de Ricardo Gomes e chegou ao time titular com méritos.

A mudança na vida de Ribamar se deu pelas mãos do técnico Maurício Ferreira, o primeiro a enxergar potencial no garoto. Ele, no entanto, não esquece da sua polivalência e garante que o segredo foi atuar onde tivesse vaga, até deslanchar.

“Onde eu morava sempre joguei na frente. Desde a base sempre quis ajudar o Botafogo do jeito que podia. Quando aparecia oportunidade de jogar de volante, de meia... Eu fazia tudo que podia”, afirmou.