Vascão no divã para tentar se livrar da crise

Ameaça de rebaixamento abala psicológico do time, que vê na ansiedade mais um rival

Por O Dia

Rio - O Vasco de Celso Roth é otimista e acredita que não será rebaixado, embora já faça parte da previsão dos matemáticos com 76% de chances de queda. Entretanto, os mais jovens sentem a pressão e os mais experientes perdem o rumo. Sejam os zagueiros ou os atacantes, a falta de tranquilidade ficou evidente contra o Joinville e o treinador busca respostas. Afinal, o que fazer para acabar com a ansiedade do grupo?

Os jogadores têm recebido acompanhamento da psicóloga Maíra Ruas. Mas a falta de confiança vem atrapalhando também a parte técnica. O atacante Herrera, que já havia perdido gol incrível na derrota para o Palmeiras, por exemplo, voltou a falhar em um lance decisivo contra o Joinville, não teve outra chance clara e saiu de campo vaiado.

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“Tento trabalhar isso e não deixo me abater. Quando faço gol não me acho o melhor do mundo. Por isso, quando perco também não me sinto o pior. Sou um lutador, mas fico triste com essa nossa fase”, lamentou o atacante argentino.

Vasco vive situação bem complicada no BrasileirãoDivulgação

Com cinco derrotas nas últimas seis partidas, Celso Roth ainda espera tirar o melhor de seus atletas. No entanto, sabe que seu trabalho torna-se mais difícil a cada rodada. Com a obrigação de vencer 11 das últimas 21 partidas do Brasileiro, o Vasco precisa retomar a confiança o quanto antes para tentar iniciar a sua recuperação.

“É óbvio que nossa colocação deixa todo mundo ansioso. Mesmo aqueles mais experiente, que têm qualidade, são prejudicados. É na hora do passe, do chute. O torcedor não quer saber e vai dizer que somos pagos para lidar com essa pressão. Realmente somos e por isso não nos resta nada além de seguir trabalhando”, avaliou o treinador, que acrescentou: “Time ansioso não consegue fazer nada direito. O Vasco é uma equipe top de linha, mas falta a tranquilidade que só uma boa sequência vai trazer.”

Outra saída que Celso Roth tem buscado é a aposta nos veteranos. Para que o time não sentisse tanto a pressão, a maioria dos jogadores escalados no domingo tinha mais de 30 anos. Nenê e Jorge Henrique, recém-contratos, vão aumentar o número de opções.

Sem rescisão, apresentação de reforço deve ser adiada

Em boas condições físicas e determinado a reencontrar seu bom futebol, Jorge Henrique já havia se colocado à disposição do Vasco para estrear amanhã, contra o Santos. A diretoria, entretanto, ficou de mãos atadas. O presidente do Internacional, Vitorio Piffero, ainda não assinou a rescisão de contrato e o atacante, que deve fechar por dois anos, segue sem poder ser apresentado oficialmente.

O Vasco chegou a confirmar a primeira entrevista de Jorge Henrique para ontem, mas, logo após o comunicado, adiou a programação. A expectativa era de que finalmente o atacante, que foi confirmado na última semana, vestisse o novo uniforme.

Em Porto Alegre à espera do dirigente colorado, Jorge Henrique só deve desembarcar no Rio entre amanhã e quinta-feira.