Associação de rádios lança campanha de incentivo à audiência pelo celular

Objetivo da Abert é que a população opte por celulares com chip de rádio FM na hora de comprar o aparelho

Por O Dia

Com a queda da venda de aparelhos de rádio, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) lançou uma campanha, nesta terça-feira, para incentivar audiência pelo celular. Para convencer os consumidores, serão apresentadas a ideia “Smart é ter rádio de graça no celular” através de peças publicitárias para a internet, mídia impressa, redes sociais e comerciais no rádio.

Segundo a PNAD, do IBGE, em 2004, a presença dos aparelhos de rádio nos domicílios era de 88,1%. Em 2009, esse número permaneceu o mesmo e, em 2013, baixou para 75,8%. Por outro lado, de acordo com dados da Abert, em 2004, a presença do rádio FM no celular era de apenas 3,3%. Em 2009, passou para 35,5% e, em 2014, alcançou o patamar de 88%.

O presidente da Abert, Daniel Slaviero, afirmou que o número chamou atenção principalmente porque a taxa de audiência não caiu significativamente no período. “Isso nos leva a perceber que a população está consumindo - ouvindo - mais rádio pelos aparelhos móveis”, destaca Slaviero.

A proposta é sugerir à população que opte por celulares com chip de rádio FM na hora de comprar o aparelho móvel. Com o rádio no celular, não é necessário baixar aplicativos que usam o pacote de internet para ter acesso à informação e ao entretenimento.

“O foco da campanha é valorizar a recepção da programação do rádio pelo ar, gratuitamente. Para o público, que em sua maioria consome planos pré-pagos de internet e de celular, ter rádio sem pagar nada é um ativo muito relevante”, afirma Slaviero.

Outro objetivo da campanha é sensibilizar a indústria a fabricar celulares com chip de rádio FM. Um levantamento da Abert mostra que, de 206 aparelhos celulares à venda no mercado, 88% já vêm com chip de rádio FM integrado. Nos celulares até R$ 300, esse índice chega a 99%.

No entanto, o percentual cai para 62% nos aparelhos acima de R$ 1 mil. De acordo com Slaviero, o principal motivo é a pressão das empresas de telefonia pelo aumento do consumo de dados. Os celulares mais sofisticados consomem mais banda larga e o rádio gratuito pode prejudicar a rentabilidade das empresas. “A nossa meta é chegar a 100% dos aparelhos comercializados legalmente no Brasil com o FM embutido”, declara Slaviero.

Ainda segundo levantamento realizado pela Abert, em setembro de 2014, 1.394 emissoras de rádio do país têm aplicativos para IOS (Apple) e Android (google).

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