Ano será de aumento de impostos e corte nos gastos

Ministro da Fazenda diz que ajustes serão necessários para a economia crescer

Por O Dia

Brasília - O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, confirmou ontem em conversa com internautas numa rede social que o ano será de aperto, com aumento de impostos e corte de gastos públicos. Promovido pelo Portal Brasil, o “face to face” com os usuários confirmou as previsões do colunista do DIA Gilberto Braga, de que “bom mesmo seria dormir agora e acordar somente daqui há um ano, já em 2016”.

Pelo Facebook, o ministro da Fazenda Joaquim Levy pediu que brasileiros tenham confiança no governoWilson Dias / Parceiro / Agência Brasil

Sobre a inflação, o ministro lembrou que o índice de 2014 ficou “dentro do combinado” — foi de 6,41%, abaixo do teto de 6,5% estipulado pelo governo. “Agora, em janeiro, realmente a inflação deve ser um pouco mais alta do que em alguns meses do ano passado. Em parte, é porque janeiro e fevereiro são meses que têm mais reajustes, como da escola, IPTU e ônibus. Além disso, para a economia voltar a crescer, temos que fazer algumas arrumações e isso pode mexer em alguns preços”, avaliou o ministro.

OTIMISMO COM O FUTURO

Apesar de reconhecer as dificuldades, Levy parece otimista com o futuro. “A gente vai passar por um período em que tem que acertar algumas coisas, para retomar o crescimento. Então, o que esperar para daqui a quatro anos? Um Brasil mais competitivo, que vai conseguir ter uma presença maior no mundo, com empregos melhores”, disse ele ao jovem Alessandro Araujo, 17 anos.

Mas, para isso, há muito a ser feito. O ministro destacou a questão do desperdício na administração pública. “O governo já tem tomado medidas para gastar menos e reequilibrar a economia. Evitar algumas distorções, que acabam fazendo você pagar por despesas com alguém, por exemplo, que começa a receber pensão de viúvo ou viúva aos 25 anos e vai continuar recebendo esse dinheiro do governo, talvez por mais de 50 anos, é muito importante. Não faz sentido esse desperdício com o dinheiro do povo”, citou ele.

Além disso, Levy explicou que o governo diminuiu o volume de empréstimos com juros baratos para algumas empresas e tem cortado seus próprios gastos.

Em relação aos impostos, os brasileiros podem enfrentar alguns aumentos. “A gente provavelmente terá que pensar em rebalancear impostos, até porque alguns foram reduzidos há algum tempo. E essa receita está fazendo falta. Mas, se houver alguma mudança, vai ser com cuidado e depois de a gente esgotar outras possibilidades”, explicou Levy ao internauta Caiã Messina.

Ao ser indagado na rede por Marconi Soldate se considera-se um “Chicago Boy”, Levy respondeu que achou a questão divertida. “Isso é uma história da década de 70, quando alguns economistas da Universidade de Chicago fizeram reformas. Algumas deram muito certo, outras nem tanto. Mas essa universidade tinha um professor que dizia que ‘ninguém come de graça’. Tudo que o governo dá, é pago pelo contribuinte. Então, a gente tem que ter muito cuidado em como usa o dinheiro, para garantir que as pessoas certas, às quais a lei dá o direito, sejam as que receberão os benefícios que precisam”.

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Brasília - O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, confirmou ontem em conversa com internautas numa rede social que o ano será de aperto, com aumento de impostos e corte de gastos públicos. Promovido pelo Portal Brasil, o “face to face” com os usuários confirmou as previsões do colunista do DIA Gilberto Braga, de que “bom mesmo seria dormir agora e acordar somente daqui há um ano, já em 2016”.

Pelo Facebook, o ministro da Fazenda Joaquim Levy pediu que brasileiros tenham confiança no governoWilson Dias / Parceiro / Agência Brasil

Sobre a inflação, o ministro lembrou que o índice de 2014 ficou “dentro do combinado” — foi de 6,41%, abaixo do teto de 6,5% estipulado pelo governo. “Agora, em janeiro, realmente a inflação deve ser um pouco mais alta do que em alguns meses do ano passado. Em parte, é porque janeiro e fevereiro são meses que têm mais reajustes, como da escola, IPTU e ônibus. Além disso, para a economia voltar a crescer, temos que fazer algumas arrumações e isso pode mexer em alguns preços”, avaliou o ministro.

OTIMISMO COM O FUTURO

Apesar de reconhecer as dificuldades, Levy parece otimista com o futuro. “A gente vai passar por um período em que tem que acertar algumas coisas, para retomar o crescimento. Então, o que esperar para daqui a quatro anos? Um Brasil mais competitivo, que vai conseguir ter uma presença maior no mundo, com empregos melhores”, disse ele ao jovem Alessandro Araujo, 17 anos.

Mas, para isso, há muito a ser feito. O ministro destacou a questão do desperdício na administração pública. “O governo já tem tomado medidas para gastar menos e reequilibrar a economia. Evitar algumas distorções, que acabam fazendo você pagar por despesas com alguém, por exemplo, que começa a receber pensão de viúvo ou viúva aos 25 anos e vai continuar recebendo esse dinheiro do governo, talvez por mais de 50 anos, é muito importante. Não faz sentido esse desperdício com o dinheiro do povo”, citou ele.

Além disso, Levy explicou que o governo diminuiu o volume de empréstimos com juros baratos para algumas empresas e tem cortado seus próprios gastos.

Em relação aos impostos, os brasileiros podem enfrentar alguns aumentos. “A gente provavelmente terá que pensar em rebalancear impostos, até porque alguns foram reduzidos há algum tempo. E essa receita está fazendo falta. Mas, se houver alguma mudança, vai ser com cuidado e depois de a gente esgotar outras possibilidades”, explicou Levy ao internauta Caiã Messina.

Ao ser indagado na rede por Marconi Soldate se considera-se um “Chicago Boy”, Levy respondeu que achou a questão divertida. “Isso é uma história da década de 70, quando alguns economistas da Universidade de Chicago fizeram reformas. Algumas deram muito certo, outras nem tanto. Mas essa universidade tinha um professor que dizia que ‘ninguém come de graça’. Tudo que o governo dá, é pago pelo contribuinte. Então, a gente tem que ter muito cuidado em como usa o dinheiro, para garantir que as pessoas certas, às quais a lei dá o direito, sejam as que receberão os benefícios que precisam”.

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