Mortos em Lampedusa já passam de 300

Primeiro-ministro da Itália foi à ilha prestar homenagem às vítimas do naufrágio

Por O Dia

Roma - O balanço oficial de mortos pelo naufrágio do navio de imigrantes ocorrido em frente à ilha italiana de Lampedusa na quinta-feira passada já superou os 300, depois que nesta quarta-feira foram recuperados mais corpos pelos mergulhadores e forças de segurança da Itália.

Segundo informaram fontes da Guarda Litorânea, o número atual de mortos é 302, após o resgate nesta tarde de outros quatro novos corpos, dois homens e duas mulheres, encontrados entre os restos do navio, que está a 50 metros de profundidade. Destas mais de 300 vítimas, 210 são homens, 83 mulheres e 9 crianças. Seus corpos descansam em tumbas  brancas na ilha italiana e perante eles, se ajoelhou nesta quarta-feira o primeiro-ministro da Itália, Enrico Letta, para prestar uma homenagem.

Equipes de resgate tentam achar sobreviventes após naufrágio na ItáliaEfe


Alguns dos 155 sobreviventes da tragédia tinham afirmado que no navio, que partiu do litoral da Líbia, viajavam 518 pessoas, embora outros tivessem elevado esse número, por isso que ainda pode ter mais de 50 corpos no casco do navio. A atenção nesta quarta-feira na pequena ilha italiana ficou centrada na visita do primeiro e vice-primeiro ministros da Itália, Enrico Letta e Angelino Alfano, junto ao presidente da Comissão Europeia (CE), José Manuel Durão Barroso, e à delegacia de polícia europeia de Interior, Cecilia Malmström.

Barroso e Letta foram recebidos com vaias e gritos de "vergonha" por parte de alguns moradores de Lampedusa, que recriminam as autoridades por terem abandonado a ilha, tendo que resolver o incessante problema do fluxo da imigração ilegal proveniente do norte da África. Os representantes da CE e do Governo italiano visitaram, além disso, o centro de primeira amparada de imigrantes de Lampedusa e anunciaram seu compromisso de levar este problema ao debate do Conselho Europeu que será realizado em Bruxelas nos 24 e 25 de outubro.

Segundo um estudo do Centro de Estudos e Investimentos Sociais italiano (Censis), nos primeiros oito meses de 2013 chegaram às costas da Itália 21.241 imigrantes ilegais, frente aos 15.570 registrados em todo ano de 2012.

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