Obama afirma que não há ameaça 'crível' de ataque terrorista nos EUA

Presidente enfatizou que país tomou 'medidas extraordinárias' desde o ataque de 11 de setembro de 2001

Por O Dia

Estados Unidos - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta quinta-feira que "neste momento" não existe ameaça "crível" nem "específica" de um possível ataque terrorista no país, mas ressaltou que entende a inquietação dos cidadãos, especialmente depois do massacre de San Bernardino.

Obama visitou o Centro Nacional Contra o Terrorismo, situado em McLean (Virgínia), para receber uma atualização dos esforços em andamento para evitar ataques e proteger a segurança nacional, quando milhões de americanos preveem viajar pelo país durante as férias natalinas.

O presidente enfatizou que, desde os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, foram tomadas "medidas extraordinárias" para "garantir" a segurança dos americanos. No entanto, Obama pediu aos cidadãos "estar alertas" ao referir-se ao "novo rosto do terrorismo", exemplificado, segundo disse, nos autores do massacre de San Bernardino, dois supostos seguidores do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) que mataram 14 pessoas e deixaram outras 20 feridas nessa cidade da Califórnia em dezembro.

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Esses tipos de terroristas não pertencem a uma célula organizada e são "mais difíceis de detectar", segundo o presidente. Além disso, Obama pediu aos americanos "não sucumbir ao medo, porque isso é precisamente "o que os terroristas querem".

O presidente agradeceu o trabalho dos "patriotas" americanos que trabalham em inteligência, segurança nacional e antiterrorismo, e destacou que são "os melhores profissionais do mundo". Obama visitará nesta sexta-feira San Bernardino para se reunir de forma reservada com familiares das vítimas do massacre, de acordo com a Casa Branca.

O diretor do FBI, James Comey, disse nesta quarta-feira em Nova York que não há provas que os supostos autores desse massacre, um muçulmano americano e sua esposa paquistanesa, fizessem parte de uma célula terrorista organizada.

As autoridades de Los Angeles anunciaram na terça-feira o fechamento das escolas públicas da área metropolitana da cidade após ter recebido "uma ameaça crível". Por sua parte, as autoridades de Nova York receberam uma ameaça contra seu sistema escolar parecida com a de Los Angeles, mas decidiram manter abertos os centros educativos por considerar que não tinha credibilidade.