Editorial: Alerta à segurança das crianças nos veículos

Tivesse o pequeno Gabriel preso a um cinto numa cadeirinha no banco de trás do veículo, o mal teria sido evitado

Por felipe.martins , felipe.martins

Rio - A trágica morte do menino Gabriel, de apenas 3 anos, na semana passada, que caiu de um táxi e foi atropelado por um ônibus em Niterói, choca pelo insólito episódio e sobretudo por envolver uma criança tão frágil. Mas o triste caso traz à tona lição difícil de aprender, que é o respeito às normas de segurança no transporte de menores, que incluem cintos e cadeirinhas para proteção adequada. Em todo o país, seja por negligência de quem está ao volante ou pela ausência de fiscalização da autoridade, infelizmente, centenas de crianças morrem por ano, vítimas da falta ou não uso desses dispositivos de segurança.

Uma tragédia que se reflete em números estarrecedores. Segundo o Ministério da Saúde, em 2012, 547 crianças, passageiras de veículos, morreram em acidentes de trânsito. A vista grossa de agentes à segurança dos pequenos nos carros é uma das causas, mas a discussão vai mais além. Inexplicavelmente a mesma lei que obriga proprietários de carros particulares a ter os equipamentos de proteção não vale para motoristas de táxis, vans e outros veículos escolares. Tivesse o pequeno Gabriel preso a um cinto numa cadeirinha no banco de trás do veículo, o mal teria sido evitado. Que o terrível acidente leve à reflexão sobre revisão da regra, que deve obrigar a todos.

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